31.10.08

São as vozes sem-nome que exitem dentro de nós. São as vozes sem-nome.


jtf

30.10.08

Com uns dias de atraso (1)

La Blogothèque #2

28.10.08

7-election


jtf

26.10.08

Democracia amputada

Goste-se ou não se goste de José Saramago, e eu admito que nutro um enorme respeito pela sua pessoa, vejo-me forçado a concordar com todas estas palavras:



fs

24.10.08

Público

"Manuela Ferreira Leite não percebe por que razão insistem em dizer que ela fala pouco, sobretudo quando Menezes foi corrido porque falava obviamente demais." vpv

a) De mais significa demasiado, a mais. É o oposto de "de menos".

Ex. Ela é bonita de mais.

Ele come de mais, por isso está gordo!

Está calor de mais para o meu gosto.

b) Demais pode significar:

1. além disso, de resto

Ex. Chega de conversas; demais, dói-me a cabeça

2. os outros, os restantes

Ex. A Maria e os demais alunos não tiveram aulas.

jtf

22.10.08

espelhos e reflexos #5

A outra face da moeda:

Eu sou um enorme fingidor.
Finjo tão completamente
Que chego a fingir que é alegria
A alegria que deveras sinto.
E vocês que lêem o que aqui escrevo,
Na alegria lida sentem bem,
Não as duas que eu senti,
Mas só a que vocês não têm.
E assim num pobre escândalo
bate, a entreter a razão,
Esse relógio de pêndulo
Que se chama coração.

uma quase adaptação do poema "Autopsicografia", de Fernando Pessoa


fs

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La Blogothèque #1

21.10.08

Auto-retrato #2


fs

19.10.08

Falar com imagens #3






fs

17.10.08

Brisingr


Depois de Eragon (2003) e de Eldest (2006), eis o que se segue:


Brisingr*, Christopher Paolini, 2008



* que na língua antiga de Alagaësia significa fogo, ou melhor, não significa, é o fogo em si.



fs

A besta #1

"Não é um prémio adjacente ao Nóbel, criado há 40 anos, como ainda esta semana se lembrou, que faz da Economia uma ciência igual à Medicina ou à Biologia. O seu entendimento é político e devia ser por isso mais acessível ao cidadão instruído."
João Vaz, "Correio da Manhã", 17 de Outubro de 2008

Quem é esta besta?

jtf

Canetas onde se escreve?

Porque se convencionou, em Portugal, designar as USB flash drives (UFD) por "pen"? Bem sei que há frequentes polémicas envolvendo termos ingleses das tecnologias de informação e respectivas traduções (o Ciberdúvidas está cheio de artigos sobre o tema). Mas o caso das UFD é bem capaz de ser o único caso em que "traduzimos" uma terminologia estrangeira por... outra terminologia estrangeira. Que, no fundo, nem tem nada a ver com a coisa. Reparem: uma "pen" é uma caneta. Uma caneta, meus caros. Ora uma caneta serve para escrever sobre um suporte físico. Existem vários, mas o mais comum será talvez o papel. E a finalidade de uma UFD é precisamente o contrário: não é escrever, mas "ser escrita". Dito de outra forma: serve para armazenar informação. Ora numa caneta não se armazena coisa nenhum, para além da sua própria carga de tinta.

Aguarda-se um esclarecimento, sff.

jc

15.10.08

Antologia do comentário de futebol português (I)

Na TVI, Portugal vs Albânia: "(...) Lala, que tem o nome de uma das personagens dos Teletubbies."

jc

14.10.08

7-election

13.10.08

whisky, whiskey, bourbon

Sinto-me quase tentado a dizer que, neste excelente texto, Eduardo Pitta está a fazer o papel de captain obvious: aquilo que descreve é, para todos os efeitos, evidente - até para um 'puto' como eu. Mas, a avaliar por conversas que ouço aqui e ali, a coisa parece não ser tão óbvia quanto isso, portanto fica a hiperligação, para lerem e pensarem no assunto.

Só uma pequena nota: nasci depois de 1982. Logo, quando comecei a apreciar comida, o bacalhau - e o arroz, mas não no mesmo prato (a minha mãe bem se esforça com o arroz de bacalhau, mas para mim tal prato é uma blasfémia gastronómica) - sempre foi algo relativamente comum lá por casa. E quando comecei a beber whisky (e whiskey, e bourbon), já estávamos no advento dos hipers. Para mim - como, creio, para o Eduardo Pitta -, o que choca não é o facto de as pessas poderem comer bacalhau e arroz com frequência, ou poderem comprar de vez em quando uma garrafa de whisky sem estoirarem o orçamento familiar; é, sim, todas as coisas desnecessárias que as pessoas adquirem e consomem, achando-se no direito de viverem acima daquilo que podem. Lá o direito de o fazer até têm, e não serei eu quem o vai negar a alguém; só não se queixem na hora de pagar a conta.

jc

12.10.08

sinais dos tempos

É só de mim, ou a "nova imagem" do Multibanco é - como dizer? - absurdamente foleira? Eu sei que tenho uns "tiques" antiquados, que sou frequentemente avesso a mudanças muito radicais (normalmente, quando me parecem irreflectidas e injustificadas), o que para muita gente da minha idade é sinónimo de ser um "velho do Restelo" em versão pós-adolescente (ou pré-adulta, como preferirem). Fizeram-me assim, o que querem? De qualquer maneira, o anterior boneco que nos "recebia" nas caixas ATM era muito mais simpático: tinha o olhar vivo e brincalhão de quem teve uma infância saudável, livre de videojogos e cheia de brincadeiras na rua com amigos de carne-e-osso (ou de plástico, no caso), e um sorriso acolhedor, rasgado. Já o novo boneco tem o ar vagamente esgazeado de quem cresceu não com a Rua Sésamo, mas com os Teletubbies; e que desde tenra idade se habituou a olhar para um écrã e a esmagar os dedos contra os botões de um comando remoto. Mais magrinho, menos vivaço, apresenta-se a nós de braços no ar, como que a gesticular freneticamente, a dizer "estou aqui! estou aqui!". Com um sorriso a cair para tons amarelados, quer parecer moderno mas não sabe nada da vida. 

Ainda não vi a sua expressão "facial" quando alguma operação não pode ser efectuada, ou quando a caixa está fora de serviço. Mas lembro-me da expressão do bonequinho anterior, que me conseguia dizer que, com um saldo de 9,69 euros, não me podia dar dinheiro; mas isto com um ar tão triste naqueles grandes olhos como se estivesse realmente com pena de não me poder dar os dez euros de que eu necessitava. Este novo deve ter uma expressão apática, que se falasse diria "pois, não dá..." (com muitas reticências). Sinal dos tempos, creio.

jc

11.10.08

MJV


jtf

10.10.08

espelhos e reflexos #4

Todos estes espelhos e reflexos são um efeito colateral da leitura de O Retrato de Dorian Gray. A César o que é de César, a Oscar Wilde o que é de Oscar Wilde.


fs

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9.10.08

Verbo premiar

Posso dizer muito pouco sobre quase todos os nomes apontados para Nobel. Nada li da grande maioria deles, uns por desinteresse ideológico, outros por mero desprezo estético. A grande parte deles por desprezo total, na verdade. No entanto ficaria contente com (i) Cormac McCarthy; (ii) Mario Vargas Llosa; (iii) Milan Kundera; (iv) Philip Roth. A opção (iii) é para mim a mais justa, se bem que (iv) também me deixaria feliz. O meu ciúme da massificação continua a manter-me visceralmente contra um nobel loboantuniano, apesar do prémio ser pequeno para o tamanho do António.
Para além disso, tal como o Pedro Mexia, continuo a ter medo de fenómenos fedorentos do género Murakami.
Logo veremos quem é o premiado.

jtf

8.10.08

notas soltas numa parede de texto

que eu ando com pouco tempo para a bloga - sim, há progressos, e deixei de actualizar os meus blogues durante o horário de trabalho. não porque já não tenha tempo (que tenho, apesar de ter trabalho atrasado que daria para me manter ocupado até Janeiro, mas há um preço a pagar pela febre das "redacções minimalistas", passe o eufemismo), mas porque não me apetece que o departamento de informática lá do novo sítio conheça facilmente o meu blogue (apesar de provavelmente já saber mais do que devia).

Adiante. As notas soltas, pois.

1) A vantagem (?) de se ser natural de uma terra pequena, passe novamente o eufemismo, é o facto de o meu telemóvel ganhar mais vida do que eu próprio sempre que a terrinha aparece na televisão. Desta vez foi na SIC e, surpreendentemente, a aparição não esteve relacionada com casos de suicídio: mas sim com um projecto local que está a concurso na dita estação de televisão. Não quero com este texto fazer um apelo ao voto num projecto que desconhecia (passo demasiado tempo longe da aldeia, diga-se de passagem), mas confesso-me surpreendido num primeiro momento por uma ideia daquelas - excelente, para todos os efeitos - ter surgido lá, e ter chegado à final do "concurso" da SIC. Passada a surpresa, espero que a coisa tenha pernas para andar. Para breve a reportagem.

Já agora, e porque o hipertexto é um regalo: aqui está a ligação para o tal concurso, com uma breve descrição do projecto. 

2) Hoje falava com a minha amiga* sobre a vida. E chegámos ambos à conclusão** de que a vida em Portugal está, a bem dizer, uma merda. Dei por mim a pensar que há doze anos (não é assim tanto tempo), setecentos escudos (três euros e meio) davam-me para sobreviver doze horas por dia sem passar fome, a comprar um pacotinho de cromos (cem escudos, ou seja, cinquenta cêntimos) e ainda conseguia colocar no mealheiro entre cem a duzentos escudos todos os dias - o que, no final de um ano lectivo, dava uma quantia simpática. Dão-se alvíssaras a quem, hoje, conseguir pagar três euros e meio por: um pacote de leite com chocolate e um bolo sortido (normalmente um pastel de nata); uma bifana, uma coca-cola e um chocolate (normalmente mars - o twix e o kit kat são demasiado convidativos a "dentadinhas" alheias); uma sandes de queijo e um sumo bongo ou compal. Isto tudo, três euros e meio. Caramba. Doze anos não é tanto tempo quanto isso. Ou é?

3) Ainda a propósito da vidinha, e da conversa com a minha amiga, veio-me à memória o célebre "discurso da tanga" do nosso mui amado Durão Barroso, corria o ano da graça de 2002 (corrijam-me se estiver errado). É, de facto, possível que o País em 2002 estivesse "de tanga"; mas a ser assim, então atrevo-me a dizer que a tanga já foi despida. E que a água está mesmo muito fria.

4) Já que se fala em tanga: num dos primeiros dias que passei na casa onde actualmente moro, em Algés, deparo-me com uma tanga caída na varanda do meu quarto. Não conheço vizinhos para além da família chinesa do nono andar (simpatiquíssimos) e do vizinho do primeiro-esquerdo a quem há coisa de um mês fui pedir emprestada uma chave de fendas para arrombar a porta do meu quarto (vou saltar essa história, se não se importam). Mas, a avaliar pela qualidade da tanga, fiquei a saber que há fortes probabilidades de ter uma vizinha abençoada pelo Altíssimo (ou, na versão pessimista, tenho uma vizinha sem espelhos em casa e sem qualquer noção de estética, mas esqueçamos esta nefasta possibilidade). Pergunto então, aos colegas de bloga e leitores da casa, qual a melhor abordagem para localizar a dona da dita tanga.

5) E já que mencionei Algés, e já que Algés é, para todos os efeitos, subúrbios, alguém me consegue explicar porque diabo os subúrbios têm uma toponímia tão desastrada? Nem falo de Algés, zona de que gosto particularmente. Mas Linda-a-Velha, onde me perdi esta manhã, é digna do labirinto grego. Azar o meu, que não sou Ícaro, nem tenho dinheiro para táxis.

jc

*Não tenho apenas uma amiga, descansem: sou eremita, mas não tanto. Simplesmente nenhuma tão importante ou presente como esta - que ficará anónima, por ora(ela vai ler isto e saberá quem é e isso é suficiente).

** Espero não estar a deturpar as tuas palavras; se assim for, peço-te as minhas sinceras desculpas, e manifesto-me desde já pronto a conceder-te o direito de resposta.

7.10.08

Coisas da chuva

Hoje, de manhã, choveu tanto, tanto, mas tanto que me interroguei se haveria de ir de metro para a faculdade ou então a nadar de mariposa ou bruços.



fs

6.10.08

O Delfim


jtf

4.10.08

estou dependente de meia-hora para que possa dizer que tenho aquilo que quero.

jtf

3.10.08

Fernando Pessoa responde a Ana Moura

Uma belíssima crónica de José Eduardo Agualusa na Revista Ler.



fs