São as vozes sem-nome que exitem dentro de nós. São as vozes sem-nome.
jtf

Micróbio/substantivo masculino/ser vivo/animal ou vegetal/de dimensões tão pequenas que só pode ser visto com o auxílio do microscópio/microrganismo susceptível de provocar uma doença/do gr. mikróbios «micróbio de vida curta». Um blogue sobre a vida-curta.
fs
a) De mais significa demasiado, a mais. É o oposto de "de menos".
Ex. Ela é bonita de mais.
Ele come de mais, por isso está gordo!
Está calor de mais para o meu gosto.
b) Demais pode significar:
1. além disso, de resto
Ex. Chega de conversas; demais, dói-me a cabeça
2. os outros, os restantes
Ex. A Maria e os demais alunos não tiveram aulas.
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jc
Na TVI, Portugal vs Albânia: "(...) Lala, que tem o nome de uma das personagens dos Teletubbies."
jc
Sinto-me quase tentado a dizer que, neste excelente texto, Eduardo Pitta está a fazer o papel de captain obvious: aquilo que descreve é, para todos os efeitos, evidente - até para um 'puto' como eu. Mas, a avaliar por conversas que ouço aqui e ali, a coisa parece não ser tão óbvia quanto isso, portanto fica a hiperligação, para lerem e pensarem no assunto.
Só uma pequena nota: nasci depois de 1982. Logo, quando comecei a apreciar comida, o bacalhau - e o arroz, mas não no mesmo prato (a minha mãe bem se esforça com o arroz de bacalhau, mas para mim tal prato é uma blasfémia gastronómica) - sempre foi algo relativamente comum lá por casa. E quando comecei a beber whisky (e whiskey, e bourbon), já estávamos no advento dos hipers. Para mim - como, creio, para o Eduardo Pitta -, o que choca não é o facto de as pessas poderem comer bacalhau e arroz com frequência, ou poderem comprar de vez em quando uma garrafa de whisky sem estoirarem o orçamento familiar; é, sim, todas as coisas desnecessárias que as pessoas adquirem e consomem, achando-se no direito de viverem acima daquilo que podem. Lá o direito de o fazer até têm, e não serei eu quem o vai negar a alguém; só não se queixem na hora de pagar a conta.
jc
Ainda não vi a sua expressão "facial" quando alguma operação não pode ser efectuada, ou quando a caixa está fora de serviço. Mas lembro-me da expressão do bonequinho anterior, que me conseguia dizer que, com um saldo de 9,69 euros, não me podia dar dinheiro; mas isto com um ar tão triste naqueles grandes olhos como se estivesse realmente com pena de não me poder dar os dez euros de que eu necessitava. Este novo deve ter uma expressão apática, que se falasse diria "pois, não dá..." (com muitas reticências). Sinal dos tempos, creio.
jc
Labels: espelhos e reflexos
que eu ando com pouco tempo para a bloga - sim, há progressos, e deixei de actualizar os meus blogues durante o horário de trabalho. não porque já não tenha tempo (que tenho, apesar de ter trabalho atrasado que daria para me manter ocupado até Janeiro, mas há um preço a pagar pela febre das "redacções minimalistas", passe o eufemismo), mas porque não me apetece que o departamento de informática lá do novo sítio conheça facilmente o meu blogue (apesar de provavelmente já saber mais do que devia).
Adiante. As notas soltas, pois.
1) A vantagem (?) de se ser natural de uma terra pequena, passe novamente o eufemismo, é o facto de o meu telemóvel ganhar mais vida do que eu próprio sempre que a terrinha aparece na televisão. Desta vez foi na SIC e, surpreendentemente, a aparição não esteve relacionada com casos de suicídio: mas sim com um projecto local que está a concurso na dita estação de televisão. Não quero com este texto fazer um apelo ao voto num projecto que desconhecia (passo demasiado tempo longe da aldeia, diga-se de passagem), mas confesso-me surpreendido num primeiro momento por uma ideia daquelas - excelente, para todos os efeitos - ter surgido lá, e ter chegado à final do "concurso" da SIC. Passada a surpresa, espero que a coisa tenha pernas para andar. Para breve a reportagem.
Já agora, e porque o hipertexto é um regalo: aqui está a ligação para o tal concurso, com uma breve descrição do projecto.
2) Hoje falava com a minha amiga* sobre a vida. E chegámos ambos à conclusão** de que a vida em Portugal está, a bem dizer, uma merda. Dei por mim a pensar que há doze anos (não é assim tanto tempo), setecentos escudos (três euros e meio) davam-me para sobreviver doze horas por dia sem passar fome, a comprar um pacotinho de cromos (cem escudos, ou seja, cinquenta cêntimos) e ainda conseguia colocar no mealheiro entre cem a duzentos escudos todos os dias - o que, no final de um ano lectivo, dava uma quantia simpática. Dão-se alvíssaras a quem, hoje, conseguir pagar três euros e meio por: um pacote de leite com chocolate e um bolo sortido (normalmente um pastel de nata); uma bifana, uma coca-cola e um chocolate (normalmente mars - o twix e o kit kat são demasiado convidativos a "dentadinhas" alheias); uma sandes de queijo e um sumo bongo ou compal. Isto tudo, três euros e meio. Caramba. Doze anos não é tanto tempo quanto isso. Ou é?
3) Ainda a propósito da vidinha, e da conversa com a minha amiga, veio-me à memória o célebre "discurso da tanga" do nosso mui amado Durão Barroso, corria o ano da graça de 2002 (corrijam-me se estiver errado). É, de facto, possível que o País em 2002 estivesse "de tanga"; mas a ser assim, então atrevo-me a dizer que a tanga já foi despida. E que a água está mesmo muito fria.
4) Já que se fala em tanga: num dos primeiros dias que passei na casa onde actualmente moro, em Algés, deparo-me com uma tanga caída na varanda do meu quarto. Não conheço vizinhos para além da família chinesa do nono andar (simpatiquíssimos) e do vizinho do primeiro-esquerdo a quem há coisa de um mês fui pedir emprestada uma chave de fendas para arrombar a porta do meu quarto (vou saltar essa história, se não se importam). Mas, a avaliar pela qualidade da tanga, fiquei a saber que há fortes probabilidades de ter uma vizinha abençoada pelo Altíssimo (ou, na versão pessimista, tenho uma vizinha sem espelhos em casa e sem qualquer noção de estética, mas esqueçamos esta nefasta possibilidade). Pergunto então, aos colegas de bloga e leitores da casa, qual a melhor abordagem para localizar a dona da dita tanga.
5) E já que mencionei Algés, e já que Algés é, para todos os efeitos, subúrbios, alguém me consegue explicar porque diabo os subúrbios têm uma toponímia tão desastrada? Nem falo de Algés, zona de que gosto particularmente. Mas Linda-a-Velha, onde me perdi esta manhã, é digna do labirinto grego. Azar o meu, que não sou Ícaro, nem tenho dinheiro para táxis.
jc
*Não tenho apenas uma amiga, descansem: sou eremita, mas não tanto. Simplesmente nenhuma tão importante ou presente como esta - que ficará anónima, por ora(ela vai ler isto e saberá quem é e isso é suficiente).
** Espero não estar a deturpar as tuas palavras; se assim for, peço-te as minhas sinceras desculpas, e manifesto-me desde já pronto a conceder-te o direito de resposta.