22.6.12

Ai o défice!... I

O Ministro das Finanças diz que, aparentemente, as metas definidas para o défice não poderão ser cumpridas. Atribui como causa deste problema o facto das receitas fiscais não serem aquilo que ele previa... A sério, Sr. Ministro? E porque será?
Quanto tempo ainda e que calamidade social esperam estes senhores que aconteça para que percebam que o aumento das receitas fiscais, onerando os cidadãos, para pagar dívidas duvidosas não funciona? É evidente para qualquer português que, ao se verificar uma conjugação de circunstâncias relacionadas com a retracção concreta do poder de compra dos cidadãos com o aumento da carga fiscal, o Estado não poderá contar com receitas fiscais vindas de qualquer imposto — e mesmo aqueles aos quais não se pode fugir (muito...) tipo IVA deixam de gerar as receitas que se esperavam. As pessoas deixam de consumir e comprar, as empresas deixam de produzir porque não têm quem compre. E quem pode (normalmente os plutocratas) foge do fisco com o pé ligeiro de um diabo a fugir de uma cruz.
Será preciso violência social para que estes senhores percebam que a austeridade draconiana gera atitudes extremadas?...

fp

15.6.12

Massa crítica

O mais importante nos tempos que correm é não perder o sentido de humor e ir-andando como andam as lagostas e os tubarões. Ao princípio o problema residia na execrável volúpia periférica para o ócio, nos feriados purificadores e nos barbeiros especialistas em haircuts não-financeiros. O que é certo é que a inundação foi avançando indiferente aos comícios locais e aos carnavais de província. Hoje em dia, parece que já há mais gente convencida de que tudo isto não é só uma questão de diabo e de bodes que expiem mundos paralelos e virtudes congénitas. O que é pena é que não tenham visto o trailer do filme; ou, em alternativa, olhado para o espelho herdado dos avós e que decora o hall de entrada da casa na lapa. Morrerão pela boca.

jtf

6.6.12

No fundo no fundo,

Portugal é sempre Portugal. De todas as nacionalidades, somos de longe os que melhor fazemos de portugueses. Regressamos a todos os nossos lugares, de formas sempre criativas e mais-ou-menos subterrâneas. Basta, com boa-vontade, constatar que olhamos para o avião que leva a selecção para o europeu da mesma forma com que se olhou para a nau de Gama em 1497. 

No fundo no fundo, rodopiamos sempre sobre o mesmo ponto.

jtf

1.6.12

Todos aqueles que

troçaram, ridicularizaram e espezinharam as declarações de Lagarde em que se prioriza o combate à subnutrição no Níger face à crise europeia, por certo que ainda não se aperceberam que o i, em FMI, é de «internacional».

jtf