31.3.11
Auto-de-Fé
Nunca achei que o exercício da parcialidade profissional fosse um defeito. Antes pelo contrário. Porém, este auto-de-fé com A, e a procissão cega e em ombros com B é relativamente indigesto.
30.3.11
The Other Side
Há um determinado mecanismo que não desenvolve o processo para o qual foi idealizado. Por simplicidade, suponhamos que o processo é composto por dois intervenientes. Um deles sofre mutações várias para colmatar o problema que impossibilita o mecanismo de rolar. O outro nunca é mudado. Talvez fosse esta a hora de mudar o outro. O outro.
jtf
29.3.11
WTF?
Citado do Facebook. Juro (perdoem por isso o excesso de Caps Lock):
SE TRISTEZAS NÃO PAGAM DÍVIDAS...LET'S PARTY!
E MOSTRAR QUE SOMOS UMA GERAÇÃO COM CORAGEM, FORÇA E DETERMINAÇÃO PARA DAR A VOLTA A ISTO!
Portugal foi à falência e vamos passar os próximos anos a pagar uma pesada factura de austeridade.
Como tristezas não pagam dívidas, vamos todos beber cerveja e dançar para mostrar que ainda não é desta que os Portugueses desistiram do nosso País!
Tragam cervejas e uns rádios "tijolo" para o Terreiro do Paço, no próximo dia 1 de Abril e vamos curtir que nem uns loucos! Vamos mostrar que ainda temos ENERGIA para seguirmos em frente e afrontarmos os maus tempos que se aproximam.
Vamos mostrar que estamos empenhados em arregaçar as mangas e recomeçar Portugal de novo!
Vamos também aproveitar para fazer algo útil e construtivo e recolher bens que não usamos ou de que já não precisamos (livros, roupa, brinquedos, etc) para entregarmos a uma IPSS!
Esta festa é organizada da mesma forma caótica em que Portugal se encontra. Por isso, cada um traga as suas cervejas e os seus donativos e convide os seus amigos!
VAMOS DAR A VOLTA A ISTO COM ENERGIA E BOA DISPOSIÇÃO!
VIVA PORTUGAL!
PS - E não é tanga. é no dia 1 de Abril, porque 1 de Abril é uma 6ªfeira.
Pronto. É oficial. Ardeu o fusível.
john
É que amanhã é já Quarta-feira
Alguém diga à menina dos Censos que ela pode voltar cá a casa para recolher os questionários, que eu prometo ser mais simpático e não a deixar às escuras desta vez. Obrigado.
john
24.3.11
23.3.11
caps
O facto mais relevante a retirar da queda de Sócrates é a súbita proliferação do Caps Lock no facebook.
john
22.3.11
Conversa com a menina dos Censos
Ontem os Censos tocaram-me à porta. Eram oito e dez, eu estava para sair e ir ao supermercado (que fecha às oito e meia). Abro a porta, vejo uma moça desconhecida, de pasta na mão. O diálogo que se segue é citado de memória:
Ela: Boa noite.
Eu: Boa noite.
Nota: pela primeira vez na vida, uma miúda gira, que desconhecia (o pretérito imperfeito é importante, como se verá) os meus vários graus de insanidade, bate à minha porta ao cair da noite; não imaginando que, por burocracias diversas com a minha morada no Cartão do Cidadão e com a minha morada fiscal, os Censos me encontrassem em Lisboa, não me passou pela cabeça que a moça fosse recenseadora.
Ela: Estou aqui por causa dos Censos.
Eu: Ah. Certo.
Nota: Tentei - juro - esconder a desilusão.
Ela: O senhor vive nesta casa?
Eu: Sim.
(toma notas num papel)
Ela: Vivem aqui quantas pessoas?
Eu: Três.
(mais notas)
Ela: São familiares?
Eu: Não.
Ela: Duas pessoas são familiares, então?
Eu: Não.
(confusão no olhar dela)
Ela: Então as duas pessoas que vivem aqui...
Eu (interrompendo): Três. Três pessoas.
Ela: Sim, as três pessoas, que relação têm?
Eu: Nenhuma. Vivem aqui três pessoas. Eu e mais duas. Mas não temos relação familiar.
Ela: Ah, são estudantes, portanto.
Eu: Não.
(maior confusão no olhar dela)
Ela: Não?
Eu: Não. Quer dizer, sim. E não. Dois são estudantes. Um não é.
Ela: Um não é?
Eu: Não. Eu não sou.
Ela: Ah. Então o senhor trabalha?
Eu: Pois.
(mais notas no papel)
É importante notar que eu não convidei a moça a entrar - juro, não me ocorreu. Como tal, estava eu de pé na ombreira da porta, o corredor escuro atrás de mim e ela no patamar das escadas. Isto é importante, uma vez que o sensor da luz das escadas está particularmente mal colocado, e a única luz interior do prédio apagou-se mais ou menos neste momento da conversa. É importante também notar que eu não tive qualquer reacção ao súbito "apagão", habituado que estou a subir as escadas às apalpadelas.
Ela: A luz apagou-se...
Eu: Sim.
(olha em redor à procura de um interruptor)
Ela: Onde se acende?
Aponto para o fundo das escadas.
Eu: O sensor está ali, não está muito bem colocado, de facto. Sabe o que é, prédios antigos, más instalações eléctricas...
Ela: E não pode acender uma luz aí dentro?
Eu: Não. A lâmpada está fundida.
Está mesmo. Ela suspirou, resignada à ideia de continuar a rabiscar os papéis na penumbra; mas sem dar parte de fraca, opta pelo contra-ataque - ou por uma saída airosa.
Ela: E Internet, têm?
Eu: Temos, pois.
Ela: Então quer preencher os questionários pela Internet?
Eu: Não.
Olha para mim, incrédula. Não me dou ao trabalho de explicar porque não quero responder online.
Ela: E os seus colegas, estão em casa?
Eu: Não.
Ela: São de cá?
Eu: Não.
Ela: E são só estudantes, ou também trabalham?
Eu: Não, não trabalham. Só estudam.
Ela: Se calhar eles vão ter de preencher os questionários juntamente com as famílias.
Eu: É possível.
Ela: Então vou deixar o questionário só para si.
Tira um formulário, entretanto preenchido com os campos do recenseador - às escuras - e estende-mo. Começo a ler as perguntas a meia luz - apesar de tudo, no corredor havia mais luz que nas escadas.
Eu: Todos os campos são de resposta obrigatória?
Ela: Sim, todos.
Estende-me o segundo questionário, o "individual". Começo a ver perguntas disparatadas, enquanto penso nos campos que tenciono deixar em branco.
Eu: Então e o que me garante a confidencialidade destas informações?
Ela: Os questionários são confidenciais, sim.
Eu: Isso eu sei, já li nos jornais. O que quero saber é, qual é a garantia que me pode dar de que as informações destes inquéritos não serão indevidamente utilizadas por terceiros, ou mesmo pelo Estado, para fins que ultrapassam o meu consentimento?
O choque foi engraçado - a moça quase deu um passo para trás. Acho sinceramente que a última coisa que ela esperava era aquela pergunta.
Ela (atrapalhada): Pois, não sei...
Não consegui conter o riso, mas ela não deu troco - provavelmente, as perguntas, as respostas às pingas e o episódio da luz fizeram-na enfim perceber que estava na presença de um lunático. Aguardo que ela me dê o último questionário.
Ela: Daqui a uma semana os questionários serão recolhidos.
Eu: Na próxima segunda, portanto?
Ela: Sim.
Eu: Está certo.
Ela: Boa noite.
Eu: Boa noite.
Fechei a porta e rebentei a rir.
Agora a sério: Na próxima segunda-feira vou ser mais simpático, e convidar o recenseador, ou a recenseadora, a entrar. Mas só depois de ela ou ela me mostrar a respectiva identificação e acreditação do INE, dos Censos, ou lá do que é. Depois, vou explicar-lhe o motivo pelo qual deixei em branco o campo "religião", que por acaso é facultativo. Mas também lhe vou explicar os motivos pelos quais não estão preenchidos os campos relativos a questões particulares do "contrato de arrendamento", ou relativos à minha profissão. Não por qualquer pudor: tenho uma profissão normalíssima, mas que não consigo descrever, em maiúsculas, naquelas duas linhas diminutas. Por fim, vou ainda explicar-lhe que o campo "indique o nome e o sexo das pessoas que não são residentes no alojamento mas que estavam presentes no dia 21 de Março" está vazio, não por não ter estado algum não-residente presente no dia 21 de Março - por acaso não esteve -, mas por eu não ver qual é a relevância desta informação para fins estatísticos. Até à próxima semana, conto lembrar-me de mais perguntas, e anotá-las todas. Naturalmente, cada questão que colocar será acompanhada por um pedido de explicações, sobretudo a da privacidade.
Também não tenciono dar o contacto telefónico ou de correio electrónico para fins estatísticos, mas se a recenseadora for gira, talvez não me importe de os ceder para fins pessoais. Talvez.
john
21.3.11
Da Democracia #3
Eu manifesto-me. quero mudar tudo. Está tudo mal. Está tudo mal à excepção de mim, claro. Vivo num país democrático. De quando em vez há eleições. Nunca voto.
jtf
20.3.11
Foundation
Costuma dizer-se que Dune, de Frank Herbert, está para a ficção científica como The Lord of the Rings, de Tolkien, está para a fantasia. Não quero de modo algum desvalorizar a obra de Herbert, a todos os níveis notável; no entanto, diria que a grande epopeia da ficção científica foi escrita não por ele, mas por Isaac Asimov: a série Foundation.
Asimov foi – é – considerado um dos “três grandes” da ficção científica, a par de Clarke e Heinlein. Com toda a justiça, diga-se de passagem : é o autor das ultracitadas “Três Leis da Robótica”, e da aclamada série “Robot”; da sua autoria é também o mais famoso conto de ficção científica de todos os tempos, Nightfall; e, mais importante ainda, é o autor de Foundation, uma das obras que se poderá gabar, sem falsa modéstia, de ser um dos textos essenciais do género. (...)
18.3.11
Citação:
Foi este o guião de José Sócrates. Ou melhor, foi esta a estrutura do discurso encantatório que lhe permitiu ganhar eleições. O discurso encantatório é incompatível com uma simples hora de bom governo, mas é fantástico para conquistar o poder. Numa primeira fase, a do optimismo, porque as pessoas de facto querem acreditar que não existe diferença entre o anunciado e o possível. Numa segunda fase, que é aquela em que agora nos encontramos, porque essas mesmas pessoas vivem sob o medo de perder o que ainda têm. Note-se que nesta segunda fase o discurso encantatório é ainda mais perigoso, porque o medo de perder o que já se sabe escasso é um sentimento muito mais poderoso do que o optimismo da conquista. Esse medo da perda é hoje omnipresente nas conversas, sejam elas de rua ou de gabinete, e nos olhos de muitos dos que desfilaram na manifestação do passado sábado. E sobretudo anos de discurso encantatório tornaram os portugueses um povo domesticado e temeroso de iniciativas.
Helena Matos, no Público (via Blasfémias; sublinhados meus)
john
13.3.11
To shrug
Não deixo de sentir como algo irónico eu estar, no dia em que vários milhares de pessoas da minha geração se juntaram em protesto para que o Estado lhes arranje a vida, a deliciar-me com a releitura de Atlas Shrugged, de Ayn Rand.
john
12.3.11
Efeito borboleta levado ao extremo
O que aconteceu no Japão foi um terramoto (maremoto, para ser rigoroso), que gerou um tsunami. De que fala o presidente do Conselho Económico e Social Europeu? Do aquecimento global. Tudo a ver, como é óbvio.
(via Henrique Raposo, no Clube das Repúblicas Mortas)
john
11.3.11
Espero que esteja bom tempo no Alentejo
Algumas conversas com amigos sobre a manifestação da "geração à rasca", marcada para o próximo dia 12, quase fizeram de mim um proscrito. Isto porque me limitei a afirmar que não tencionava (nem tenciono) ir à dita manifestação, e mais: que considerava (e considero) toda aquela ideia um disparate. O que me lembrei de dizer. Entre palavras ácidas, mudanças ressentidas de assunto e olhares atravessados, a coisa ainda só não deu para o insulto, mas se continuar a falar disto, julgo que até Sábado conseguirei que pelo menos um amigo me mande à merda. E apenas por me declarar contra o protesto (sem qualquer intenção de o proibir; cada um faz o que bem entender), e de justificar essa minha posição.
E a justificação é simples: oponho-me ao protesto por considerar que ele é absolutamente inconsequente. Em teoria, concordo que os recibos verdes são uma praga, que os estágios não remunerados são uma vergonha, que o desemprego jovem é um problema gravíssimo e que, enfim, o país está enfiado num buraco bem fundo. Tudo isso é verdade. Mas se a ideia é manifestarmo-nos para inverter esta situação, então convém que se tenha uma ideia de quais seriam as soluções. Qual é a alternativa a esta situação, o que fazer para a inverter, para que os jovens possam ter uma vida mais digna. E é precisamente quando pergunto isto aos meus amigos que a conversa azeda: ninguém tem uma resposta a isto. Um amigo diz-me que isso virá depois, que para já o importante é "fazer barulho". Mas fazer barulho, por si só, é insignificante - e inconsequente. Imaginemos que se juntam 100 mil pessoas na Avenida da Liberdade (a sério, façamos o esforço), que fazem muito barulho, e que o poder político decide ouvi-las: vão repetir a ladainha do "está tudo mal", até ouvirem a pergunta "e o que propõem?" Nada, evidentemente. Não estão lá para isso - apenas para protestar.
A sensação com que fico é só uma: de facto, esta geração (à boleia de uma música) ganhou subitamente a consciência de que está tudo mal, mas não faz ideia de como resolver o(s) problema(s). Por isso, manifesta-se sem uma ideia concreta, sem um projecto, sem um propósito que não "fazer barulho". Ou, numa perspectiva mais cínica: manifesta-se para que os outros, os que lá estão (leia-se: o Estado), enfim, alguém, lhes resolva os problemas e lhes garanta uma "vida boa". Dito de outra maneira, querem emprego bem pago para o resto da vida, ou como funcionários públicos, ou com o Estado a obrigar os privados a contratar. Peço desculpa pela simplificação, mas a verdade é que não me ocorre mais nenhuma alternativa.
Pelo caminho esquecem-se de alguns detalhes. Por exemplo, esquecem-se de que os estágios não remunerados apenas foram possíveis porque sempre houve gente disposta a aceitá-los (sim, também aceitei um - já não restam alternativas). Curiosamente, a ninguém ocorreu essa pequena forma de rebelião: não aceitar tal oferta. Se todos o tivéssemos feito, a questão dos estágios provavelmente não seria colocada, porque nunca teria sido opção para a empresas ou para o Estado (que nesta história de estágios e falsos recibos verdes não é exactamente virgem). Ou esquecem-se de que - e contra mim falo - ter um curso superior não tem de significar um emprego, e que se há cursos que ainda garantem emprego, muitos não o conseguem garantir (sim, devemos seguir as vocações, e se um aluno quer mesmo seguir Relações Internacionais ou Jornalismo, deverá fazê-lo - mas que o faça sabendo onde se está a meter, e não com a certeza de que alguém o safará após a queima das fitas). Uma amiga diz-me que eu não entendo a situação por não ser precário. É uma acusação clássica, muito ao estilo do lendário "você não sabe o que é o sorriso de uma criança", mas neste caso é também uma acusação completamente infundada. Também já fiz estágios não-remunerados, também já trabalhei a recibos verdes, já abdiquei de um emprego que me realizava quase por completo precisamente por não me dar condições para lá continuar, e actualmente trabalho não com um contrato vitalício, mas a termo certo - e não é exaxtamente na minha área de estudos. É melhor do que aquilo que muita gente tem? Sem dúvida. É perfeito? Longe disso. Mas, para já, serve.
Acho muito bem que se lute para melhorar a vida, e, se as coisas estão erradas, então que se proteste. Mas que se seja consequente no protesto, e que se aponte um caminho. Bom ou mau, mas um caminho. É que a Avenida da Liberdade nem é tão longa quanto isso, e do Marquês aos Restauradores é um pulinho a pé. E lá chegados, faz-se o quê? Fica-se à espera de alguma coisa, com a satisfação de "missão cumprida", de "fizemos barulho, fizemo-nos ouvir"? É pouco. Muito pouco.
john
7.3.11
A prateleira
Sobre a vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção, e a importância que muita gente, por uns motivos ou outros, tem dado ao caso, ocorre-me apenas uma coisa: na época do "Ídolos", do "Portugal Tem Talento" (ou lá como se chama) e, sobretudo, do Youtube, alguém ainda vê o Festival da Canção? A sério: pensava que o programa servia apenas para tirar Eládio Clímaco da prateleira da RTP por uma noite, a fim de se limpar o pó à dita.
john
Da grandeza
A prova de que o Benfica é um clube grande, de longe o maior deste país, é que quando ganha, deixa seis milhões* eufóricos; e quando perde, dá uma grande alegria aos outros quatro. Que me perdoem os adeptos do Sporting e do FC Porto, mas por mais que se esforcem - e têm-se esforçado, ainda que em sentidos inversos - os vossos clubes não conseguem tanto.
john
*bem sei que os seis milhões são uma ficção, mas deixem lá estar isto para o post ficar mais compostinho.
6.3.11
Muito bem visto:
Duas curiosidades. A primeira é o Ocidente endeusar a liberdade de expressão a tal ponto que já ninguém consegue alcançá-la. A omnipresença do conceito na retórica é inversamente proporcional à sua aplicação prática. Na vida pública e, como o referido episódio demonstra, na privada também, todos são livres de expressar o que quiserem desde que não belisquem a susceptibilidade dos demais, de resto crescentemente susceptíveis.
Engraçado. Com vasta ingenuidade, eu julgava que a liberdade de expressão protegia sobretudo a possibilidade de se dizer o que outros não gostam de ouvir. Por muito que eu ache retardado o sujeito que elogia Hitler, Lenine, "Che" Guevara, o estrangulador de Boston, a Irmandade Muçulmana ou o Topo Gigio, ele tem, ou deveria ter, o direito de o fazer. E eu tenho, ou deveria ter, o direito a achá-lo retardado. O mesmo vale, ou deveria valer, para as ofensas genéricas a pretos, brancos, homossexuais, heterossexuais, diabéticos ou manetas, hoje escrutinadas por multidões de intolerantes em nome da tolerância.
john
3.3.11
Da sobrevalorização
Não é que seja um mau filme, pois não o é de todo - é bom, e se por acaso tivesse ganho o Óscar, daria um vencedor bem mais digno do que praticamente todos os filmes que levaram a estatueta na última década (excepção feita a The Return of the King e a The Departed). Mas considerando o orgasmo mediático, e sobretudo da crítica, serei o único a achar The Social Network um filme bastante sobrevalorizado?
john
2.3.11
Manual-de-como-transformar-o-teatro-Camões-no-merdado-do-Bolhão II
É engraçado ver no prós-e-contras, uma plateia de jovens, supostamente interessados no seu futuro, assuntos sérios, rir-se obscenamente porque alguém diz córagem. Ao mesmo tempo, não percebem nada do que o alguém diz. Pobre gente inundada de Super-Bock.
jtf









