29.1.10

Salinger (1919-2010)

Já lhe fiz referência noutros locais. Era impossível eu não escrever nada sobre a morte de J.D. Salinger, escritor que descobri por acaso há um par de anos e que se tornou imediatamente num dos meus preferidos. Não existe outro livro como The Catcher in the Rye. Nem traduções que lhe façam justiça. Como vou exemplificar.

If you really want to hear about it, the first thing you'll probably want to know is where I was born, and what my lousy childhood was like, and how my parents were occupied and all before they had me, and all that David Copperfield kind of crap, but I don't feel like going into it, if you want to know the truth.

É com esta passagem que o livro começa. A tradução portuguesa, que leio no blogue da Menina Limão (a quem deixo os parabéns pelo terceiro aniversário de blogue, já agora), segue assim:

Se realmente estão interessados nisto, a primeira coisa que desejarão saber é o local onde nasci, o modo como passei a minha estúpida infância, a ocupação de meus pais, o que faziam antes de eu nascer, e tudo o mais, como se se tratasse de David Copperfield. Mas eu não estou com disposição para isso, se, de facto, querem que vos conte a verdade.

Um adolescente jamais pensaria, falaria ou mesmo escreveria assim. "Se, de facto, querem que vos conte a verdade"? Holden jamais o colocaria assim. Não sou tradutor, mas vou atrever-me:

Se estão mesmo interessados nisto, a primeira coisa que devem querer saber é onde é que eu nasci, como é que a minha estúpida infância foi, qual era a ocupação dos meus pais, o que faziam antes de me terem, e todas essas tretas tipo David Copperfield, mas sinceramente, não estou para isso. Podia continuar, mas fica para outro dia. A quem não leu, recomendo. Agora, mais do que nunca. Mas no original (baratinho em paperback, nas edições da Penguin).

john

27.1.10

Conclusão número 1

Perdoamos porque queremos ser perdoados.

Labels:

22.1.10

Os meus filmes de 2009

Não deixa de ser interessante ver a minha lista de filmes de 2009. Como é óbvio, nem todos estrearam em 2009; as minhas listas é que nunca se limitam aos lançamentos que ocorrem durante um ano. Se assim fosse, não as poderia fazer. Não que isso fosse um problema, ou que daí viesse algum mal ao mundo, mas por algum motivo - chamem-lhe "cedência ao cliché" - divirto-me a fazê-las. Para além disso, também posso perguntar: afinal, o que é "novo"? Aquilo que estreia, de facto, ou aquilo que vemos ou lemos ou ouvimos pela primeira vez? O filme 2001: A Space Odyssey foi para mim uma novidade, apesar de ter estreado em 1968 - uma novidade idêntica ao melhor filme de 2009. Falo, obviamente, de Gran Torino, de Clint Eastwood; e afirmo desde já que será uma vergonha este filme não ser nomeado para os Óscares, como me parece que não vai ser.

Mas divago. Dizia eu que é interessante ver a minha lista, porque nela encontro um padrão mais ou menos óbvio, que me permite afirmar que 2009 foi o meu ano dos "filmes de guerra". 2001 (o filme, não o ano) terá sido a excepção à regra. Gran Torino? Não é sobre a guerra em si, mas conta a história de um veterano de guerra, pelo que não me parece abusivo fazer aqui a ponte - com os traumas deixados pela guerra da Coreia, com as relações com a vizinhança, inicialmente turbulentas e posteriormente de amizade. Com os outros, é mais evidente: Full Metal Jacket e Apocalypse Now! são filmes de guerra, provavelmente os melhores do género. Waltz With Bashir é sobre a guerra, os traumas, e a nossa incapacidade em deixar a guerra completamente para trás. Inglourious Basterds, com a sua visão alternativa da Segunda Guerra Mundial, conta a história (entre as outras histórias) dos Basterds, o bando do tenente Aldo Raine com uma fixação por escalpes nazis. E a odisseia de ficção científica de Cameron, Avatar, centra-se na guerra dos humanos contra os Na'vi - e, por fim, na guerra contra a própria natureza.

Não que todos estes filmes sejam fundamentalmente "filmes de guerra", mas a ideia da guerra está sempre presente neles, com maior ou menor intensidade (excepto em 2001). Curioso, isto.

18.1.10

Sem título

Como os caros leitores já devem saber, eu sou incapaz de escrever um bom título. Exagero: talvez consiga escrever um bom título em cem tentativas miseravelmente falhadas. Lembro-me do meu melhor trabalho académico de sempre, manchado por um título infeliz, tão infeliz que na avaliação o meu professor perguntou "João, onde diabo tinhas tu a cabeça para escrever uma merda daquelas?" Ele tinha razão. É mais forte que eu - não sei escrever bons títulos.

Por outro lado, sou muito bom a escrever sinopses.

Mas este texto hoje é sobre títulos e não sobre sinopses, e como eu não os sei escrever como deve ser, vou falar dos títulos dos outros. Admito, enquanto projecto de escritor (que nunca sairá do projecto, pois fico-me sempre pelas sinopses), que invejo profundamente aquelas pessoas que em cinco segundos, como num truque de ilusionismo, criam um título fantástico. Um daqueles que soa sempre muito bem, que cativa à primeira, independentemente de quem o ler ou ouvir, ou da sua opinião acerca da história. Por experiência, diria que uma das coisas fundamentais à escrita de títulos é não ter medo do ridículo. Creio ser demasiado consciente, o que para todos os efeitos é mau: tento sempre criar um título que não soe ridículo, quando devia antes tentar criar um que soasse bem, que fosse cativante sem ser estúpido ou vulgar.

Um título pode ser óbvio, o que é sempre uma boa forma de safar o coiro. Exemplos (sem tradução). The Matrix é um título óbvio. Não tem brilho ou rasgo - cumpre a sua função, fica bem nos cartazes. O mesmo para Blade Runner. Estes são dois exemplos daquilo que um título deve ser: curto, e a referir-se directamente à história. Mas Blade Runner (o filme) é inspirado num livro de Philip K. Dick intitulado Do Androids Dream of Electric Sheep?, e este, sim, é um título fabuloso. Foge ao cânone: é longo, tem verbo, pergunta. Nem se refere ao livro, pois a narrativa não inclui qualquer pensamento neste sentido. Mas é um bom título porque fala da história de uma forma que nem ela fala de si mesma, se me faço entender. E resume muito bem uma das ideias principais do livro, através da questão: se os andróides foram capazes de ter consciência própria e sentimentos, serão humanos? [Será que também contam carneiros para adormecer?] Outro exemplo: We Own the Night. Nunca vi o filme, mas o título é inspirador. Ninguém "possui" a noite. Bem pelo contrário. A ideia, porém, é poética e desafiadora. Before the Devil Knows You're Dead (também não vi) - este é fabuloso na sua noção de urgência. O diabo sabe sempre quando morremos. The Catcher in the Rye - inevitável, eu sei - refere-se a um detalhe, a uma linha do delírio ininterrupto de Holden. Estes três últimos exemplos não seguem as "regras" e ignoram a história para a qual servem de título, mas têm em si poesia, e são, à sua maneira, inesquecíveis.*

Fica o melhor para o fim, e por "melhor" refiro-me ao melhor título que já encontrei, seja em livro ou em filme ou no que quer que seja: Where the Wild Things Are. É fabuloso. Não li o livro nem vi o filme (a considerar), lembro-me apenas do trailer, e por aí penso que o filme (e o livro) podia ter um título qualquer a puxar para o infantil. Mas tem este título, o melhor de todos os títulos. Não exagero: se eu tivesse escrito um conto intitulado Where the Wild Things Are podia desistir da escrita, pois não só saberia que nunca mais conseguiria escrever nada tão bom, como também saberia que aquele título seria a minha obra-prima. O título é absolutamente genial: tem beleza de forma - é agradável de ler e sobretudo de ouvir -, refere-se à história sem a denunciar. Podia falar directamente de monstros. Mas não: fala apenas das wild things, e remete-nos imediatamente para um outro mundo, onde essas "coisas selvagens" estão. Péssima explicação, eu sei - é o que se arranja a esta hora. Where the Wild Things Are. Fantástico.

john

*Porque não quero referir traduções: porque elas perdem os títulos. Comparem: Nós Controlamos a Noite, Antes que o Diabo Saiba que Morreste (ainda assim o menos mau), À Espera no Centeio, O Sítio das Coisas Selvagens. Não é necessário explicar nada, isto explica-se a si mesmo.

14.1.10

Traduzam para inglês técnico

... a frase do ministro das Obras Públicas, aquela de hoje: "com "alta velocidade", Lisboa transformar-se-á na praia de Madrid" (cito de memória). Ficava mais ou menos assim, se fosse o nosso primeiro a dizê-la:

"with the fast speed, Lisbon will become the bitch of Madrid".

No fundo, bem lá no fundo, é o que todos queremos, não é?

john

12.1.10

A partir de hoje, podem encontrar-me também aqui, em delito.

john

E dizem que o clima lá é óptimo

É muito complicado ver o Prós e Contras - não só por causa de Fátima Campos Ferreira, mas também - e sobretudo - porque a Fox costuma dar-me entre as onze e a meia noite um episódio de House e outro de Bones (já agora, vejam a Lie to Me, com Tim Roth). E entre passar duas horas a ver o Hugh Laurie e a Emily Deschanel, ou a Fátima Campos Ferreira... bom, a escolha não é difícil, pois não? Enfim, não era nada disto que eu queria dizer; não vi ontem o Prós e Contras, como de resto nunca vejo, há sempre uma boa desculpa, mas leio pela blogosfera diária que o programa de ontem tinha qualquer coisa a ver com os "jovens", ou lá o que era (perdoem-me a imprecisão), e que no "debate" participaram vários universitários. Eu deixei a universidade há relativamente pouco tempo, vai para três anos (estou a ficar velho), e aos "jovens" da minha geração e das que aí vêm, perante o estado ou estrago em que se encontra o país, recomendo a Austrália, país distante que dá muito boas condições a jovens com estudos que para lá queiram ir. Podem até começar por visitar a Embaixada, que fica ali na Avenida da Liberdade - dão todas as informações que pedirem e, se tiverem a sorte que eu tive, até vos arranjam uma reunião (gratuita) com um consultor que vos poderá dar todas as orientações necessárias. Agora que penso nisso, pergunto-me: por que raio não preenchi eu os impressos que me deram naquele dia?

john

Lisboa, hoje:

john

11.1.10

Da precariedade

Este artigo do Público é muito interessante. Só é pena que o Público não tenha encontrado ninguém da área de Jornalismo para dar o seu testemunho, que certamente seria enriquecedor. Mas o Público não se atreveria a tanto. nem o Público nem qualquer outro órgão de comunicação social deste país. A precariedade dá muito jeito, como eles já perceberam.

Adiante. Gostei também muito de um comentário ao artigo, que transcrevo (com erros e tudo). Não concordo com tudo, mas tem alguns pontos interessantes:

Precariedade, não! Escravatura Moderna: mais que Geração Perdida é Geração Violentada; explorada pela geração anterior que lhe dita falsa moral e a engana diáriamente; uma geração de mais velhos que não tem qualquer escrúpulo em lhe retirar os horários dignos da sua condição humana e ainda assim a ofende rotulando-a de individualista e irresponsável por não constituir família e sair tarde de casa de seus pais... Se há uma Geração Perdida (e a meu ver, há!) a culpa é da Geração anterior (da minha e outras) que não honrou os seus compromissos e os trouxe ao mundo. Somos nós (quarentões, cinquentões e mais!) os esclavagistas de filhos e netos e é a nós que têm de pedir contas (...) Espero assistir ainda à revolta desta juventude, desmerecedora de tanto inferno. [por C. Morais]

john

Miudezas

Pois é, isso dos scanners corporais é uma chatice. Vai ser a malta da segurança dos aeroportos a ver as nossas miudezas (aviso já que nesse dia a água estará particularmente fria). Por outro lado, pode ser que assim deixem de me pedir que tire o casaco e o cinto, que descalce as botas (wishful thinking), e que tenha de despejar tudo o que levo comigo - carteira, trocos avulsos, chaves, isqueiro, maço de tabaco, telemóvel, maço de lenços, caneta, moleskine (tenho sorte de não usar bugigangas) - numa bandeja de plástico, que passa pelo scanner enquanto eu, descalço no chão frio e com as calças a cair, passo também num scanner. Dito de outra forma: troca-se privacidade por conforto.

No fundo, o que as autoridades fazem nos aeroportos é optar pela solução mais simples: chatear toda a gente (para não dizer violar direitos fundamentais) em nome de uma segurança que, por mais que se esforcem, não conseguem assegurar.

john

10.1.10

Há três tipos de mentiras,

e o terceiro tipo, como se sabe, é a estatística. Este estudo, mencionado no jornal i, coloca Portugal em 21º lugar em termos de qualidade de vida. O estudo da International Living (quem?) recorreu, para este índice, a nove variáveis: custo de vida, cultura e lazer, economia, ambiente, liberdade, saúde, infra-estruturas, segurança e risco, clima. Saiu-nos o 21º lugar. Não parece mau, pois não?

Mas não deixa de ser um índice estranho. Algumas variáveis - como "economia" - parecem-me a mim algo nebulosas. A inclusão do clima é ridícula, porque distorce uma realidade chamada Escandinávia. Se é verdade nós, habitantes de climas temperados, torcemos o nariz aos rigores dos invernos escandinavos, a verdade é que nem por isso registamos "ondas" de imigração escandinava. Porque será?

Já no Índice de Desenvolvimento Humano, elaborado anualmente pela ONU, Portugal aparece em... 34º lugar no ano de 2009. O que nem é mau, mas também não é brilhante. O IDH tem como variáveis comparativas índices de educação, longevidade (esperança média de vida ao nascer, o que em si é indicador de várias coisas), e rendimento, variável que tem por base o PIB per capita de cada país. Portugal está em 34º lugar. Tínhamos a obrigação de estar alguns lugares acima.

E também podíamos dar uma olhadela a isto, já agora.

john

Referendo

Por que não referendos sobre os contratos-promessa de compra e venda? Ou um referendo sobre o contrato de casamento entre heterosexuais? É que nestes dois tipos de contrato o que cada uma das partes quer ou não ninguém referenda.
E aquela senhora que fez a petição? O que é aquilo?

jtf

9.1.10

Da ironia

Apologia do disparate

Tenho cá para mim a sensação de que, se pudesse escolher entre ser "editor" e "grande repórter", não ia precisar de atirar a moeda ao ar para escolher. Deixem ver: eu sou jornalista. Se escolher ser editor, tenho uma equipa de jornalistas à minha disposição, a fazerem os artigos que eu mando fazer. A ler os seus artigos. A ajustar títulos. A contar caracteres. Ah, mas tenho poder. Hmm.. por outro lado, se for grande repórter, não tenho outros a trabalhar para mim; mas tenho tempo para me dedicar à investigação de temas realmente interessantes, e tempo para conseguir escrever algo realmente bem em mais de mil e quinhentos caracteres. Realmente, que escolha difícil.

(E já agora, parabéns ao Paulo Pinto Mascarenhas. Nos dias que correm, ser grande repórter é um privilégio)

john

8.1.10

Era o que todos os jornais dignos desse nome deviam fazer

No Público: O jornal norueguês de referência "Aftenposten" publicou hoje as controversas caricaturas de Maomé, incluindo aquela que valeu ao autor a tentativa de assassínio da semana passada: mostra o profeta dos muçulmanos com um turbante em forma de bomba. Todos os jornais europeus deviam fazer o mesmo, em solidariedade com Kurt Westergaard, e para mostrar aos radicais islâmicos que nos nossos países não estamos dispostos a abdicar da liberdade de expressão.

O problema é que se calhar até estamos.

john

7.1.10

Dos nomes

O nosso nome é uma das nossas características mais pessoais, por assim dizer. Não é como outras, como a retina dos nossos olhos, como as impressões digitais das pontas dos nossos dedos, como o ADN, características singulares e só nossas. O nosso nome não é único, por norma. Mas nem por isso o nosso nome nos é menos próprio - ele é-nos dado quando nascemos, por vezes ainda quando estamos protegidos na barriga da nossa mãe, e permanece connosco até ao final das nossas vidas. Mais, até - ele fica gravado na nossa pedra tumular muito depois de o nosso corpo se decompor na terra, ou permanece indelével nos objectos com memória que deixamos para trás. O nosso nome distingue-nos, identifica-nos. Chamam-nos pelo nosso nome. Como se o nosso nome fosse a nossa face visível. E no entanto o nosso nome torna-se tão impessoal com tanta frequência. Pode ser um erro de percepção da minha parte, admito, mas tenho a sensação de que as pessoas que mais nos são próximas raramente nos tratam pelo nome - e quando o fazem, isso geralmente quer dizer que alguma coisa está errada. Os nossos pais não nos tratam pelo nome, pelo menos não com frequência, deixando-o cair pela designação "filho" ou "filha", o nosso estatuto de sangue a tornar-se mais importante do que o nome que eles mesmos escolheram. As pessoas que nos amam, que nos amam dessa forma, também pouco nos tratam pelo nome, preferindo uma qualquer designação que dizem "carinhosa" - chamam-nos "querido", "amor", ou qualquer alcunha mais ou menos privada que surgiu por algum motivo - ao nosso verdadeiro nome. Talvez seja por isso mesmo, pelo facto de que quem nos ama raramente se dirige a nós pelo nosso nome, que tanto nos excita quando grita o nosso nome em êxtase enquanto fodemos.

5.1.10

Sabem que isto de escrever "notícias" com humor tem muito que se lhe diga...

4.1.10

Do que me foram lembrar

Lampreia. Ó deuses, lampreia, que de cabidela é manjar dos deuses. Como este ano não devo ter a sorte de arranjar um almocinho à borla num restaurante fancy, daqueles que ganham garfos no Lisboa à Prova, tenho de pensar a começar em alternativas para não perder o pitéu da estação. Até porque o sável também não demora, e melhor do que cabidela de lampreia ao almoço é cabidela de lampreia ao almoço e açorda de sável ao jantar. Enfim. Parece que é hora de voltar a preparar uma expedição a Vila Nova da Barquinha.

john

Querem ver se me fazem ir à aldeia votar, é o que é

O pé esquerdo

Entre pingos de chuva - tenho escapado a eles com alguma sorte, a ver se chego seco ao final do dia -, posso dizer que este primeiro dia de trabalho do novo ano teve como única coisa positiva a bela fatia de cheesecake que comi à sobremesa. Não que a canja de galinha estivesse má (estava muito boa), mas não consola o espírito num dia particularmente mau. É por essas e por outras que não gosto de festejar a passagem de ano. Acaba a folia e o que fica é uma casa por arrumar e os estilhaços de vidro do ano anterior, sobre os quais temos ainda muito que caminhar descalços.

Quase me esquecia. O início do ano, antes de entrar de pé esquerdo no inferno laboral, também serviu para ver Avatar. Mas isso pede mais espaço, com um post próprio (afinal, são quase três horas de filme), pelo que ficará para mais tarde.

john

Modas

O Lourenço diz que ter um blogue é tão década de 2000, e tem razão (eu já cá ando a virar frangos desde 2003). Mas enquanto não se arranja nada melhor para fazer (não, o Twitter não serve), continua interessante. Por isso, deixe lá essas ideias de terminar o blogue, que todos nós gostamos de o ler.

john

Não sei se já repararam,

mas este jardim já tem mais de 2000 posts. E os micróbios ainda não conseguiram combinar o fim-de-semana no Porto, para que aqui o micróbio alentejano possa finalmente conhecer a Invicta (sim, eu nunca estive no Porto, shame on me). Querem fazer disso a resolução do blogue para 2010, ou esperamos para comemorar o post 3000?

john

2.1.10

Um bom exemplo de tolerância

1.1.10

Isto, sim, é começar bem o ano:

O primeiro dia

2010 começou muito bem. A recuperar atrasos, digamos assim. Seis anos depois do lançamento do primeiro álbum, finalmente descobri Arcade Fire. Mas levei muito menos tempo a descobrir Pains of Being Pure at Heart.

john

Estou a ficar velho, é o que é.

Pela primeira vez em sete, oito anos (?), acordo no dia 1 de Janeiro sem vestígios de ressaca.

john