29.12.07

ora bolas

um gajo chega ao aeroporto de copenhaga, dirige-se à cabine para fumadores e.... dá de caras com a salinha de vidro cheia de portugueses. ora bolas.

jc

24.12.07

Vrolijk Kerstfeest Feliz Natal


jtf

23.12.07

Mensagem de Natal e muito mais

Passo a citar uma sms de Natal que um amigo meu (por acaso um amigo que possui também o meu nome, logo daí se vê de onde vem a subtil imaginação):
Feliz Natal...Boas entradas, um 2008 em grande. Feliz aniversário e uma Páscoa feliz. Um óptimo 25 de Abril, dia da mãe e dia do pai. Goza bem os santos populares e restantes feriados. Bom carnaval e excelentes férias. Pronto, já estás despachado até 2009.
Porque (vem aí lamechice, preparem-se) o que interessa não são as datas, mas sim as pessoas, faço minhas as palavras da mensagem acima para todos os micróbios deste Jardim.
Fábio Santos

22.12.07

A ordem natural das coisas

Hoje, depois de jantar, fui até à nova livraria ali para os lados das Amoreiras. Folheei lentamente a fotobiografia de Lobo Antunes. Ali para a zona das páginas trinta, fiquei a saber que João Alfredo de Figueiredo Lobo Antunes era o pai. Percebi ali naquele momento que aquilo que tenho aqui dentro tinha que vir inevitavelmente de algum lado.

jtf

21.12.07

é o espírito do natal

porque neste santo país os operadores de internet são, como dizer? uma bela treta, já não terei internet na minha terrinha (obrigado aos senhores da clix por terem eliminado o meu tarifário pré-pago de ligação analógica). assim, e como amanhã me deslocarei para o frio alentejo para passar o natal, as minhas actividades no blog ficam temporariamente congeladas. não concluí a série "dez coisas que odeio no natal", mas como o natal é quando um homem quiser, acabo depois.
nos entretantos, porém, espero conseguir roubar uns minutos de internet a amigos lá na aldeia, e após dia 27, aos amigos no reino da dinamarca, e assim escrever alguns disparates e notas de viagem. voltarei às actividades normais após o terceiro de janeiro.
portanto, desejo a todos os colaboradores e leitores deste jardim um santo natal, boas saídas e entradas ainda melhores. comam muitos sonhos, empanturrem-se de filhoses, bebam muito por causa do frio, e divirtam-se à brava na passagem de ano. e lembrem-se: um ano que começa com gurosan só pode ser um ano promissor. e se derem com algum pai natal a descer-vos pela chaminé da lareira, façam-me um favor e aticem-lhe fogo.
beijinhos e abraços,
joão campos

20.12.07

dez coisas que odeio no natal (VIII)

8) mensagens de natal

a cada ano temos um novo recorde. chega o natal, o bom do português agarra-se ao telemóvel e não descansa enquanto não tiver enviado uma mensagem de boas festas a cada uma das pessoas da sua lista de contactos - independentemente do tempo que passou sem falar com essas pessoas, ou de saber se elas ainda são vivas. a coisa ganhou contornos de praga bíblica com o flagelo dos "sms grátis". não há pachorra. não respondo a nenhuma mensagem de boas festas. por vários motivos: raramente adiro a programas de mensagens grátis (até porque raramente os há para operadores de outras redes), não tenho saldo para essas mariquices, não tenho pachorra para perder o meu tempo agarrado ao telemóvel, não tenho rede na minha aldeia, não gosto o suficiente do natal para isso (como já devem ter reparado), e não tenho disposição para enviar mensagens a toda a gente. de resto, as pessoas realmente importantes sabem que lhes desejo sempre o melhor, independemente de ser natal, páscoa, dia da criança ou o dia do cão.

jc

a midnight post for a good night sleep*

no corta-fitas, pedro correia tem vindo a publicar uma série de posts intitulada "a melhor década do cinema". refere-se, evidentemente, à década de 50. o crepúsculo dos deuses, júlio césar, a ponte do rio kway, a sede do mal, serenata à chuva. e mais em breve, espero. não sou, evidentemente, do tempo de nenhum destes filmes (na década de 50 nasceram os meus pais, pequeno detalhe), e tirando a ponte do rio kway, apenas tomei conhecimento dos restantes neste ano, quando frequentei um pequeno curso de guionismo (!) extraordinariamente leccionado pelo escritor mário de carvalho. não sei se agora seria capaz de escrever correctamente um guião (sou um péssimo aluno), mas o que ganhei em cultura cinematográfica compensa largamente essa minha falha.

voltando à lista de pedro correia: pessoalmente, estou à espera que apareça o filme the night of the hunter, obra soberba de charles laughton muito ignorada à época, hoje de culto, que deu ao mundo a ideia de tatuar "love" e "hate" nos dedos (ideia para um dia destes, talvez). mais um grande filme da década de 50 que mário de carvalho me deu a conhecer. bem haja.

jc

*título do post vergonhosamente roubado ao vontade indómita, um dos melhores blogues que descobri neste final de 2007. título apropriado, já que amanhã - mais logo - terei de acordar bem cedinho...

19.12.07

Ontem


para mais som do bom: aqui e aqui. Aníbal.

jtf

sobre o acordo ortográfico, e agora mais a sério

que o assunto roça as bordas do.... ridículo. bem sei que o brasil tem mais não-sei-quantos milhões de habitantes do que a velha lusitânia. também não será menos verdade que nós, em portugal, temos desprezado um bocado a nossa língua (o português de portugal); sobre isso, porém, pouco sei para além das trapalhadas que o mi(ni)stério da educação impinge com regularidade anual nos manuais escolares. mas aqui neste jardim, não contem comigo para escrever "fato" em vez de "facto" ou "pênis" em vez de "pénis". neste último posso ceder um pouco, vá, e trocar "pênis" por "caralho" (perdoem-me os leitores mais sensíveis pelo vernáculo). mais depressa começo a fazer como no meu blog pessoal, e a debitar tudo no bom do inglês, que até dá mais jeito neste mundo global. e sim, isto é ser reaccionário. que se lixe. considerem isto os meus dois minutos de ódio à boa maneira de orwell.

jc

dez coisas que odeio no natal (VII)

7) decorações de natal.
como todos nós sabemos, o natal começa no início de novembro, por vezes até em finais de outubro. por essa altura, luzes coloridas, estrelas cadentes, pais natal grandes e gordos, e muitas outras decorações tão luminosas como irritantes invadem as ruas, as lojas, as casas. e são sempre as mesmas, ano após anos. até janeiro, ó melancólicos dias cinzentos.
jc

uma dúvida:

com o novo acordo ortográfico para a língua portuguesa, a optimus terá de mudar o nome para otimus?
jc

recomenda-se:

o bee movie - aquele que o nuno markl dobrou para a versão portuguesa. sim, estou preguiçoso para colocar uma imagem. não, não vi a versão portuguesa, mas a original com a voz do jerry seinfeld. mas vejam o filme - é colorido, tem uma história interessante e, não sendo um ice age (imbatível em humor de animação, e este tópico não está sequer em discussão por um simples motivo de nome scrat), consegue momentos de gargalhada. como a alusão à edição italiana da revista vogue, o trocadilho com o sting, o momento em que o personagem principal conhece a florista vanessa, ou a descrição do trabalho na colmeia. recomenda-se.
jc

18.12.07

é nestas pequenas coisas que se avalia um país

sarkozy anda com carla bruni. compare-se a cantora e ex-modelo às primeiras-damas portuguesas de há 20 anos para cá* e perceba-se, de uma vez, porque é que este país não avança.
para bem da nação, sugiro o divórcio imediato de cavaco silva, seguido de casamento com a soraia chaves. menos do que isso, vendam-nos a espanha.
jc
*não vale a pena recuar mais do que 20 anos, com o risco de percebermos que não existe mesmo salvação possível

17.12.07

Posts

(over and over/we die one after the other/ one after the other.../it feels like a hundred years/one hundred years...)

jtf

João


Este Sábado assisti ao espectáculo 'João', de Maria João (agora sem Mário Laginha) no Teatro Viriato. Por incrível que possa parecer, aquilo que me chamou a ver este concerto não foi tanto a vocalista Maria João, mas sim o facto do baterista ser o inqualificável Alexandre Frazão. Há muito poucas palavras que consigam traduzir o que esse senhor faz com a bateria. No entanto, ao ver os músicos assumir as posições no palco, vi que não era o Alexandre quem estava na bateria. Isto poderia ter-me feito pedir o dinheiro de volta, não fosse o facto de que quem estava na bateria era o Vicky. Outro Senhor. Fez, naquela noite, o solo de percussão mais impressionante da minha vida. Só visto.

jtf

one-hundred

é mesmo só para dizer que o jardim de micróbios atingiu o artigo número 100. não sei se isto é alguma coisa especial, mas serve para eu queimar uns minutos de trabalho.
jc

e agora que penso nisso,

ainda se lembram das conversas no mirc? aquelas horas em salas de chat inúteis, com nicknames ambíguos onde de cinco em cinco minutos éramos abordados em private chat por algum ressabiado que se dirigia a nós nos termos "oi, td bem? ddtc? idd?", na esperança de conseguir um engate virtual? é quase caso para adaptar a velha música dos the presidents of the united states of america: msn messenger killed the mirc flirts.
jc

conversas blogosféricas

a propósito do simpático comentário da alice a este artigo (eu gosto de conversas blogosféricas):
é bem verdade que antes as coisas tinham um outro encanto. sem telemóvel ou internet (mesmo nos tempos do mirc), as relações tinham forçosamente de assentar numa base de confiança muito mais sólida. não havia mensagens a cada minuto a perguntar com quem se está, onde se está, a fazer o quê. note-se que não sou, de modo algum, saudosista ou retrógado, e não quero voltar à idade da pedra lascada; apenas creio que nos deixámos levar, e que a febre do "estar sempre contactável" constitui hoje uma "violação consentida" da nossa esfera particular - que, para quem não saiba, continua a existir apesar das relações amorosas. um casalinho que hoje tenha 15 anos jamais irá sentir a alegria de receber uma carta (sim, uma carta) daquela pessoa especial. entrámos na era do instant messaging, dos comentários no hi5, dos e-cards a dizer "amt mt***". hoje já não existe confiança no amor, essa coisa antiquada. agora, começam-se relações pelo messenger, rebentam discussões e choros danados em discussões que têm por base às perguntas iradas "porque não me respondeste à mensagem? porque não me deste um toque?". sinais dos tempos? sem dúvida. não pretendo aqui armar-me em moralista, até porque me reconheço nestes comportamentos - há coisas inevitáveis. mas que alguma coisa se perdeu neste caminho, disso não há dúvida.
momento autobiográfico: naquele tempo, eu não tinha telemóvel nem computador. a minha namorada tinha telemóvel, e também não tinha computador. morávamos longe um do outro, éramos da mesma turma. pouco tempo para namorar, e aguentámo-nos bastante tempo com todas essas contrariedades. foi uma boa época. as coisas eram diferentes. lembro-me de, esporadicamente, quando a casa já toda dormia, roubar o telemóvel ao meu pai para mandar uma mensagem lamechas à qual sabia que ela não podia responder (era o telemóvel do meu pai, afinal de contas). lembro-me de, uma vez findas as aulas à sexta, nos despedirmos na rodiviária de odemira a combinar falar, por telefone no domingo às três da tarde. "ligas tu agora", dizia-lhe, "que no fim de semana passado fui eu". "está bem", respondia ela. "amo-te". e durante dois anos contribuímos activamente para o enriquecimento da portugal telecom. meia hora, uma hora ao domingo, para contarmos um ao outro as aventuras de sábado, para planearmos a semana, para falarmos mal de um professor ou de alguém que conhecêssemos, para as lamechices de namorados. depois os meus pais ofereceram-me um telemóvel, e começámos a falar mais. a trocar mais mensagens. durámos poucos meses a partir daí. bem sei que foi por acaso. mas ainda hoje recordo os nossos primeiros tempos de namoro, e pergunto-me se hoje conseguiria manter uma relação assim.
quanto a eu ser uma boa pessoa, alice.... tenho dias, creio.
jc

o melhor blog de 2007

o tema do momento da blogosfera lusa é, em jeito de final de ano, os melhores blogs de 2007. para escolher um, bastar-me-ia pensar nos últimos dois meses e ver a quantidade de sítios interessantes que fui descobrindo. é claro que alguns são já clássicos de leitura obrigatória, como pedro mexia ou francisco josé viegas. no entanto, e a título muito pessoal, se atribuísse um prémio ao melhor blog nacional este ano, escolheria o mar salgado - o blog individual-colectivo mais interessante destas paragens.

e sim, o jansenista e a pastoral portuguesa são muito bons. mas (e creio que já tinha dito isto algures) a série odi et amo é do melhor que hoje em dia se pode ler em blogs.

jc

16.12.07

da idade

um tipo (como eu) sabe que está a ficar velho quando pensa na sua primeira namorada e apercebe-se de que, naquele tempo, era possível manter uma relação amorosa sem telemóvel, instant messaging ou e-mail.

jc

dez coisas que odeio no natal (VI)

6) jantares de família.

raramente sequer temos notícias da maioria dos nossos familiares, mas chega o natal e temos de os aturar a todos? até àqueles que nunca querem saber de coisa alguma, que normalmente são os mesmos que chegam com um sorriso rasgado, a repetir "feliz natal" até à exaustão enquanto abraçam e beijam toda a gente. poupem-me. se as pessoas nunca se preocupam em dizer um simples "olá" durante o ano inteiro, porque insistem em aparecer na noite de natal?

jc

dez coisas que odeio no natal (V)

5) o pai natal.

poupem-me. um velho gordo e barbudo, vestido de vermelho, que viaja pelos céus num trenó puxado por renas (uma delas com o nariz vermelho) para depois descer por chaminés e deixar presentes para as criança, na noite de consoada? e isto de acordo com as boas e más acções dos putos? não me lixem. em espanha, por exemplo, a troca de prendas tem lugar apenas a seis de janeiro, no dia de reis, que marca a chegada dos reis magos ao estábulo para louvar jesus e dar-lhe prendas dignas de um monarca. tudo bem, é uma oportunidade para o consumismo, mas ao menos mantém-se fiel à historia original.

jc

15.12.07

Ao contrário

Como fã incondicional, sempre tive curiosidade em saber como raio este vídeo foi realizado. Aparentemente, o vocalista - Chris Martin, aprendeu a letra ao contrário (demorou cerca de um mês a fazê-lo) e o vídeo foi filmado normalmente para a frente. Na edição, o vídeo foi colocado a rodar na ordem inversa e por isso a música ficou na versão normal. Fica aqui a versão original, que, por acaso, até nem soa muito mal.

Coldplay - The Scientist (Backwards - Real Version)



F.S.

14.12.07

dez coisas que odeio no natal (IV)

4) espera lá, mas que raio tem um puto chamado jesus cristo a ver com o natal?
desculpem, desculpem. pura idiotice minha. claro. toda a gente sabe - isto deve vir nos manuais escolares e tudo - que o símbolo do natal não é um miúdo pobre nascido num estábulo imundo (a asae soube disto?) com a missão de redimir os pecados da humanidade. esta historieta é má de mais, claro. e, diga-se de passagem, nada divertida. sobretudo quando comparada com o velho senil e gordo vestido de vermelho que, por acaso, deve ser a melhor campanha de marketing jamais feita.
disclaimer: não sou religioso, não celebro o natal e é-me indiferente se deus existe ou não, ou se um dia me aparece cristo à frente, ou os cavaleiros do apocalipse. simplesmente acho estúpido ter-se deturpado o significado do natal desta maneira.

jc

dez coisas que odeio no natal (III)

3) o lugar-comum que afirma o natal como um tempo de obrigatória alegria.
bom, daquilo que recordo da história, o nascimento de jesus cristo não deixou toda a gente feliz e contente. veja-se o rei herodes, por exemplo.
jc

dez coisas que odeio no natal (II)

2) toques de natal para telemóveis.
considerando que neste maldito país cada pessoa tem, no mínimo, um telemóvel (há quem tenha um para cada operador, abençoados sejam), é vagamente irónico que toda a gente tenha o mesmo toque nesta altura do ano. mas eles têm. e a musiqueta toca alto, a todo o momento. recordo-me do tempo em que estava a salvo do flagelo dos toques no metro, quando não havia rede nos túneis e nas plataformas. mas desde que uma alma iluminada decidiu que os telemóveis deveriam funcionar debaixo da terra também, esses momentos de paz, livres de piriri-piriri, foram fazer tijolo. como se os mitras e os carteiristas não fossem uma chatice mais do que suficiente.
jc

13.12.07

dez coisas que odeio no natal (I)

esta série será uma re-edição de uma série antiga de artigos no meu blog pessoal. mas a coisa teve um ano de desfasamento, portanto acabou por ficar algo confusa. de resto, e porque ando vagamente desinspirado, pareceu-me bem publicar aqui a minha filosofia de natal. não publico a carta ao pai natal que escrevi no ano passado porque, enfim, a coisa é violenta e nunca se sabe se há criancinhas a ler este blog.

segue-se, então, com a série:

1) músicas de natal
aparentemente, todas as lojas desta maldita cidade têm uma cópia de um cd, invariavelmente com as mesmas músicas, para meter a rodar nesta época (que, como se sabe, começa em finais de outubro). e elas rodam, e rodam, e tocam, e tocam. até à exaustão, até à demência. a única cantiga de natal que os meus tímpanos até ouvem com algum prazer é aquela, velhinha, dos wham!, sabem qual é? last christmas / i gave you my heart / but the very next day / you gave it away (...). e, curiosamente, a música é mais sobre desgostos amorosos do que sobre o natal. o que, convenhamos, tem muito mais a ver comigo.

jc

11.12.07

Ouvires #2

Amoreiras. Natal. Numa esquina em que se vendem carros telecomandados. Um tipo com cara de cromo. Óculos e tudo. "Não gosto desses, eu sou um purista do rádio-controle". Acho esta parte final do "rádio-controle" absolutamente genial. É o chamado "cromo rádio-controlado".
jtf

10.12.07

|*****|






















Ricardo Pais receberá, nos próximos dias, a condecoração de "Cavaleiro da Cultura e das Artes" pelo Ministério da Cultura de França.

jtf

euforia e vidro quebrado

o problema da vida é não ser divertida. aliás, na maior parte do tempo, será tudo menos isso: é aborrecida, enfadonha, melancólica. sim, existe a euforia. e quando existe, somos capazes de esquecer tudo e deixar-nos ir, viver sem parar e sem que nada seja importante para além da sensação que nos move. mas não durará muito; a euforia termina sempre - poderá levar algum tempo, mas invariavelmente desaparecerá, tão impetuosamente como surgiu. é mais ou menos como dar uma festa em casa: toda a gente aparece, a música soa alegre por entre as gargalhadas, o álcool e as fornicações na casa de banho ou num quarto vazio. mas quando a festa termina e a música é desligada, acabamos sozinhos em casa a arrumar a bagunça. a euforia é assim, também. há adrenalina, vertigem, tontura, entrega total à voragem do furacão. mas quando passa, quando voltamos à vidinha banal e rotineira, o que resta? as ruínas do passado antes do furacão e vidro quebrado por toda a parte.
podemos conhecer imensa gente durante o turbilhão da euforia. em festas, em noites de borga, sei lá. mas quantas dessas pessoas ficam? quantas se tornam em verdadeiros amigos, ou em algo mais até? e os que ficaram, deveu-se ao quê? à euforia, à festa, à entrega, ou ao depois, quando a rotina se estabelece e o tédio regressa e tornamos a ver o mundo nas suas mais verdadeiras cores?

jc

(publicado orginalmente aqui)

Bazófia #1

Com isto até fico contente. O nome técnico que a literatura usa para isto é, vá lá, como direi?...humm...humm: armar aos cucos.
jtf

8.12.07

Uma recomendação

Dois dos escritores por quem tenho mais carinho não se falam, aparentemente, devido a uma simples "recomendação".


"Num ritmo ágil e bem-disposto, abordou ainda a tão falada rivalidade com o Nobel literário português José Saramago, revelando que esta surgiu quando Lobo Antunes lhe sugeriu que “devia deixar um parêntese aberto à noite para arejar a prosa” - recomendação que deixou Saramago irritadíssimo, dando início a uma das mais controversas relações da cena literária portuguesa."


In Região Sul, sobre a presença de ALA em Loulé
F.S.

Tesouros #1


jtf

7.12.07

o mundo #1,5

não, caro joão: o mundo não se divide entre júniores e juníores (ou hambúrgueres e hamburguéres, por exemplo). o mundo divide-se, sim, entre aqueles que aguentam duas noites seguidas de valente carraspana tranquilamente, e aqueles que ao terceiro dia estão divididos entre as urgências do santa maria ou a secção de agências funerárias nas páginas amarelas.
isto para dizer que tive um domingo, vá, agreste. e que na sexta também vi muitas meninas que de cara não eram grande coisa, mas de corpo, vai lá vai. e eu até ia.
jc

O Mundo #1

O Mundo divide-se entre as pessoas que dizem júniores e as que dizem junióres.

jtf

3.12.07

Ir pró Maneta

Segundo consta em casa de Vasco Pulido Valente não existem espelhos. Perceber-se-á facilmente que vpv evita assim destilar crítica sobre si próprio. Um auto-confronto com mais raiva que pitbulls de bairros-sociais.
jtf

1.12.07

Ouvires #1

Ontem. Bairro-alto. Duas-e-qualquer-coisa da manhã. Oceanos Pacíficos de gente. Miúdos, a maioria deles. Lábios de vinho, junto à porta 69. Duas betas comentam estridentemente. «De cara não é grande coisa, mas de corpo vai lá vai».

jtf

Os Descobrimentos #2



Sigur Rós - Odin's Raven Magic (Live)

Fantástico.

Uma melodia adequada a um Jardim.


F.S.