29.9.09

Liguem para a APAV

A nossa classe política bem que precisa da sua ajuda.



fs

28.9.09

Agora a sério:

Dos resultados de ontem, algumas notas:

1) Paulo Portas foi o grande vencedor da noite. Passou a perna a Louçã, superou os dez por cento e tornou-se na terceira força política nacional. Simetricamente, os institutos de sondagens podem contar-se entre os derrotados.

2) Louçã, apesar de ver o Bloco de Esquerda aumentar o número de deputados, foi um dos Justify Fullgrandes derrotados da noite. Ficou atrás do CDS, e sem número de deputados para uma coligação de maioria com o PS.

3) Manuela Ferreira Leite perdeu. No PSD, a próxima noite das facas longas já se prepara, e vai ser um espectáculo muito interessante. A derrota deve-se à sua inabilidade, concedo, mas sobretudo ao nojo que foi a campanha eleitoral, em termos gerais, e aos idiotas úteis do PSD, que ontem terão rejubilado. Que lhes faça bom proveito.

4) Sócrates venceu. A vitória, porém, não deixa de ser amarga: perdeu a maioria absoluta, e o seu potencial parceiro para uma coligação governamental (ou acordos pontuais) esfumou-se. Resta o CDS, ou uma reedição do Bloco Central. Ou a alternativa lógica em democracia: governar em minoria. Os próximos tempos de governo serão muito interessantes também.

5) O PCP (a CDU, whatever) mantém-se vivo.

6) Continua a dar vontade de emigrar (ontem à noite não estava exactamente a brincar). A vitória de Sócrates deve-se mais à inabilidade do PSD do que ao seu mérito próprio - apesar de a máquina de propaganda socialista ter funcionado muito bem. A verdade é que Sócrates enquanto primeiro-ministro é pior que mau. Sim, continuo a considerar que Manuela Ferreira Leite seria uma melhor primeira-ministra que José Sócrates.

john

27.9.09

Está visto.

Falta-me apenas saber se Louçã vai a ministro para ir tratar do visto. Suíça, Noruega ou Estados Unidos? Hmmm...

(amanhã volto ao tema, mas hoje ainda há tempo para ver um filme)

john

#1

P.S.: Não tive dúvidas nenhumas na escolha.

jtf

Isto

é uma vergonha. Uma simplex vergonha. Para que raio serve mesmo o Cartão do Cidadão?

john

Em 2666 o PSD terá pelo menos um vereador na câmara municipal de Odemira.

Como era previsível, não houve Sintra ou caixotes, apenas uma valente dor de garganta, uns grauzinhos de febre e um torpor que só chamava por cama, e que fez com que eu relesse metade do livro The Northern Lights, the Philip Pullman, provavelmente o melhor livro de fantasia escrito desde The Lord of the Rings, mas que não gerou um décimo do fervor que um Harry Potter gerou - ou, para dar um exemplo mais actual, pois a senhora Rowling é tão 2007, de um 2666, que não sendo fantasia (acho eu), gerou fenómeno idêntico. É um facto que todo o furor em redor de 2666 apenas me faz lembrar o furor infantil que Harry Potter gerou, ou o furor adolescente que actualmente a saga Twilight gera - esta, porém, goza de melhor banda sonora, pois o filmezinho na calha - o segundo, que horror - conta com Muse, Thom Yorke (dos Radiohead, para quem não saiba) e The Killers - aquela banda que levou os velhinhos do Restelo ao rubro, para desgosto de João Bonifácio. Adiante. Não tenciono ler Twilight, naturalmente. Nem 2666, com hype ou sem hype. Quem me conhece, ou lê aqui esporadicamente, já percebeu que eu tenho horror a hypes e que, apesar de algumas incursões à literatura consensual, eu tenho a tendência de ficar por os mundos fantasiosos daquilo a que os americanos chamam de sf&f. Pode ser redutor, sim, mas fiquem descansados que não é isso que me impede de ir lendo um um Eça ou uma Ayn Rand, só para referir duas das minhas preferências que mais fogem ao núcleo fantástico, por mais pretensioso que isto possa ser (e é, vou já vergastar-me). O tempo é que não é nem pretensioso nem elástico, e por mais que a bloga da praxe preste vassalagem ao late Bolaño, eu lamento muito, mas prefiro dedicar-me à releitura do tijolão que são os três volumes de O Senhor dos Anéis (agora que consegui a edição original), ou avançar de uma vez para a leitura do Atlas Shrugged, livro que devia ter encomendado na Tema antes mesmo de ter acabo o Fountainhead. Como vêem, ainda tenho muitas coisas para resolver. Não fosse pela dor de garganta e até iria tratar disso tudo hoje, já que não fui à santa terrinha votar. Acho que já expliquei isso antes, pelo que vou apenas dizer que tenho mesmo muita pena de não ir votar, mas não se pode ter tudo, e a doutora Manuela Ferreira Leite terá de ganhar as legislativas sem o meu voto. O que é uma tristeza - estou profundamente convencido de que na minha aldeia há apenas quatro pessoas que votam PSD (ou antes, que não votam CDU ou PS; o Bloco ainda não descobriu o concelho de Odemira no mapa), e todas elas vivem em minha casa; com a minha ausência, só haverá três votos laranja naquela aldeia, o que é manifestamente pouco, e muito, muito triste. Enfim. Nas legislativas quebro a espinha e voto CDU para eleger o sheriff local, pois o Nuno é um moço simpático e aparentemente mais capaz do que o actual. Sonho com o dia em que o PSD - ou mesmo o CDS - se lembrem de que Odemira ainda é, geograficamente falando, o maior concelho do país, e que apresentem listas - à câmara municipal, e à minha freguesia, claro. Isto de perder a face esquerda de quatro em quatro anos é doloroso, e já vai sendo tempo de se roubar o Alentejo à esquerda, pois não só é (indiscutivelmente) a terra mais bela do país, como também merece melhor sorte.

john

25.9.09

Pergunta:

Aqui no Jardim fazemos "dia de reflexão"? Não é que esteja a pensar escrever alguma coisa, muito menos sobre política, já que devo andar demasiado atarefado entre livros, discos, caixotes e bolas de cotão (a minha vida é uma longa mudança de casa). Ou então mando isso tudo às urtigas e vou passar o dia a Sintra, que o tempo está bom e apetece comer travesseiros debaixo das árvores da Quinta da Regaleira (saudades), ou eventualmente subir ao castelo, já que nunca lá fui - não digo subir à Pena porque ouvi dizer que cobram um balúrdio para entrar no palácio, e só se pode ver meia-dúzia de salas, política cultural também aplicada nos Jerónimos e, imagino, em tantos outros sítios deste país, tão belos como mal aproveitados. Enfim. Mantém-se, nesta divagação, a pergunta sobre o dia de reflexão, pois conheço-me o suficiente para saber que é sempre possível eu acabar por não ir a Sintra nem encaixotar o meu quarto, pelo que dá jeito saber a política editorial cá do Jardim de Micróbios, mesmo para algo tão idiota como o dia de reflexão eleitoral.

Já agora, pergunto também se, aliviados que estarão os noticiários amanhã do lixo eleitoral, algum irá fazer menção ao espectacular assalto a um banco que teve lugar na Suécia, que, relembro, não só não fica muito longe daqui, como até - vejam lá - é um membro importante da União Europeia, apesar de, como as vizinhas Dinamarca e Finlândia, normalmente não dar muito nas vistas. Espertos são os noruegueses, que em dois referendos optaram por continuar a desconhecer o significado brincalhão do cherne. Na Noruega, cherne é cherne, apesar de eles preferirem bacalhau, salmão e baleia (dizem que é uma delícia, um bife de baleia). Bom gosto, portanto - em Portugal, cherne não é cherne, como todos sabemos, o que torna o cardápio de um restaurante num potencial guião do Contra-Informação. Adiante. Parece que vão ter um terceiro referendo, os noruegueses, para decidirem se vêm para a UE, a agremiação de estados cujo mais alto comissário iniciou a sua carreira política como funcionário de uma empresa de mudanças que, diz-se, tinha um bom negócio ali na zona da Cidade Universitária, apesar de as más-línguas dizerem que o senhor - na altura, "jovem" - roubava mobília da Faculdade de Direito. Gente que só diz mal dos outros, "bota-abaixista" (o neologismo leva hífen?), como diria o nosso primeiro-ministro. Sim, aquele que provavelmente, e para mal dos nossos pecados, irá considerar os trinta-e-tal por cento de votos com que vencerá as legislativas uma "grande vitória", quando nas anteriores conseguiu maioria absoluta. Dir-me-ão os entendidos da bola (o que exclui naturalmente o Rui Santos) que com Queiroz regressaram as vitórias morais (expressão curiosa), de tal forma que até no Governo elas já fazem escola. Isto tudo para dizer - ou talvez não - que espero que os noruegueses continuem a rejeitar a União Europeia, que Portugal não se qualifique para o Mundial (não precisamos de mais humilhações), e que o Partido Socialista não vença as eleições. E espero também que esta minha longa e secante divagação não deixe notar muito que a minha tarde está a ser aborrecidíssima. Tanto, aliás, que este post já foi editado inúmeras vezes. Alguém me pare, por favor, ou eu ainda acabo a rescrevê-lo de forma a que faça sentido, com tópicos e essas mariquices, e já conforme o Acordo Ortográfico - e, como é evidente, no dia em que eu escrever alguma coisa com sentido e de acordo com as regras daquele Acordo, podem sacar da pistola e abater-me, porque já não estarei de todo próprio para consumo.

john

Sempre interessante.

Passados muitos anos, volto a comprar um exemplar da revista Super Interessante, provavelmente a única revista dedicada à divulgação científica neste triste país. E é bom saber que, com o país a caminhar alegremente para o abismo, há coisas que se mantém tão boas como sempre - como esta revista, onde temas complexos de astronomia, neurologia, biologia ou psicologia (por exemplo) são explicados de uma forma acessível que não abdica do rigor. Para além das interessantes reportagens sobre temas que não se restringem à ciência. É pouco, bem sei, mas ainda é uma lufada de ar fresco. Os meus parabéns a quem mantém uma revista que certamente não dará lucro.

john

Gostava muito de saber

quanto pagam aos jornalistas para fazerem broches destes.

john

Finalmente

Justify FullFaço finalmente parte do grupo de pessoas que já viu o melhor filme de ficção científica de sempre, 2001: A Space Odyssey (sim, bate o Blade Runner, e isto custa dizer, acreditem), e o melhor filme de guerra de sempre, Apocalypse Now (sim, bate o Full Metal Jacket, e isto também custa dizer). E, para já, a única coisa que me ocorre dizer é que tanto a obra de Kubrick como a obra de Coppola são muito mais do que um filme de ficção científica e um filme sobre a guerra do Vietname. Mas logo voltarei a isto um dia destes.

john

24.9.09

Os carteiristas

Ena pá, tanta excitação por causa dos deveres e das obrigações da comissão da carteira de jornalista. Nem vou abordar o tema em si, que, como toda a história das escutas, é demasiado fedorento. Quero apenas deixar aqui uma nota pessoal: tenho muita pena de não ver jornalistas com "nome", como a Fernanda Câncio (goste-se ou não do estilo) e tantos outros - há tantos na blogosfera - a falar com o mesmo fervor sobre as condições lastimáveis que a Comissão da Carteira impõe à profissionalização. Isso sim, é vergonhoso - no meio dos estágios não remunerados ou "remunerados" a despesas (bonito eufemismo) e alimentados a falsos recibos verdes, diria que hoje em dia muito poucos são os licenciados em Jornalismo, Ciências da Comunicação ou curso similar que conseguem, de facto, obter a carteira profissional com condições aceitáveis e num espaço de tempo razoável. Enquanto isso não acontecer, então a Comissão da Carteira não passa de um inner circle corporativo a quem interessa essencialmente manter o status quo da classe - à qual, diga-se de passagem, falta actualmente classe, muita classe. Posso explicar melhor, se quiserem. E se este post necessita de declaração de interesses, então eu até o assino com o meu nome ali abaixo, e não com o pseudónimo da praxe (para os distraídos que não leiam a coluna da direita) e digo que sou jornalista não profissional, pois apesar de ser licenciado em jornalismo e de trabalhar há mais de dois anos na área, a fazer o mesmo que qualquer jornalista, ainda não tenho a carteira profissional - e não foi por falta de deslocações à Comissão, situada ali aos Restauradores. Já agora, aproveito para dizer que nunca lhe senti a falta em termos profissionais, pois ela não atesta a minha competência ou incompetência, e muito menos a minha preparação. Só lhe senti a falta quando visitei o Castelo de São Jorge. Teria poupado cinco euros na entrada.

João Campos

Maiúscula

Comentava isto hoje, com uma amiga, a propósito da campanha negra, perdão, eleitoral em curso: se algum amigo meu quiser falar comigo sobre política e recorrer ao argumento (se a isso se pode chamar de argumento) de que o PSD no geral e Manuela Ferreira Leite em particular é "salazarista" ou "salazarento" (haja acordo ao menos quanto ao adjectivo a usar, se faz favor), é livre de o fazer, naturalmente, mas que venha com tempo: pois ao argumento (não me vou repetir entre parênteses) seguir-se-à uma longa lição improvisada de História. E não, não falarei sequer de Sócrates - apenas de História com maiúscula, e o senhor Pinto de Sousa não faz nem - espero - fará parte dela.

john

Coisas realmente importantes (e, acima de tudo, interessantes):

Hoje é o septuagésimo aniversário da morte de Sigmund Freud, o senhor que "reduziu tudo ao sexo" (estereótipo recorrente) e que, pelo caminho, demonstrou que os seres humanos não são fundamentalmente bons. Para não falar, claro, do contributo inestimável que deu à indústria dos divãs.

john

23.9.09

Resistência

Camarada john e estimados leitores, ao estilo de where´s wally?, o que está sublimemente errado neste vídeo? Dão-se alvíssaras a quem descobrir aquela que, para mim, é uma das melhores ironias dos últimos tempos.



fs

21.9.09

Será que isto conta como "crime religioso"?

Duvido. Já se fosse ao contrário, não iriam por aí faltar os activistas do costume a bradar contra a "intolerância cristã". E creio que mais chocante ainda é o que diz a mulher do homicida (chamar-lhe "pai" parece-me estúpido neste contexto): "ela (a filha), de uma maneira ou de outra, estava a pedir para ser assassinada" e "O meu marido também errou, mas ele é o pai dos meus filhos, estamos casados há 22 anos, não faria sentido não perdoá-lo por isto". Sem mais comentários.

john

espelhos e reflexos #28

Possuir amigos imaginários é absolutamente imprescindível para enfrentar a realidade ou o que dela nos chega. É um bálsamo para a dureza dos cotovelos doridos, produto cosmético competente na erradicação das olheiras. Recomenda-se, a todas as crianças - e, por isso, ao futuro adulto - um amigo imaginário. Melhor que óleo de fígado de bacalhau. Devem ser concebidos, os imaginários, na mesma frequência com que o flúor é dado aos rebentos na escola primária. Prioridade nacional na educação do povo: ajudam a saber viver, diminuem o gasto anual de morfina pelo serviço nacional e saúde e - há quem finque a pés juntos - atenuam o sofrimento de cessação da vida.



fs

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O delírio

Porque só mesmo uma grande dose de delírio pode explicar uma prosa destas. Passo a explicar:

1) Não está provado que Fernando Lima tenha actuado sob "ordens do patrão", como não está provado, por exemplo, que Sócrates tenha participado nos esquemas dos filhos do seu tio no caso Freeport. Claro que imagino que para uma mente simplex, isto seja apenas um detalhe, pois Cavaco é vil como as cobras e Sócrates, naturalmente, é bom - e uma vítima dos pérfidos esquemas da direita "salazarenta". O mundo fica tão bonito a preto-e-branco.

2) (...) os cavaquistas afastavam Luís Felipe Menezes da liderança do PSD e colocavam no seu lugar Manuela Ferreira Leite (intentando a partir dai derrubar o Governo) (...). Onde a teoria da conspiração já chega. Luís Felipe Menezes foi o pior líder que eu vi passar pelJustify Fullo PSD. Manuela Ferreira Leite não foi "colocada" no seu lugar; ela venceu as eleições internas do partido, às quais concorreu contra o "liberal" Pedro Passos Coelho e contra Santana Lopes. MFL ganhou essas eleições.
Para derrubar o Governo? Que me lembre, o único governo que foi derrubado nos últimos anos foi precisamente o de Santana Lopes, por Jorge Sampaio (socialista, por acaso) - o que permitiu ao Partido Socialista, já recomposto dos escândalos e da guerrinha interna, apoiar-se em algumas mentirinhas para chegar à maioria absoluta (tendo depois o bom Constâncio dado uma ajuda com a efabulação do défice para que a promessa de não subir impostos fosse quebrada). Tanto delírio: não houve aqui qualquer intenção de derrubar quem quer que fosse, muito menos o Governo. A menos, claro, que se considere as eleições legislativas que se aproximam como um "golpe de estado" caso o PSD vença. De resto, nem me admirava de ouvir isto da boca de Santos Silva.

3) O resto do caso cheira mal que se farta, de facto. Mas não me parece que seja apenas por culpa de Cavaco - que, de resto, fez o que lhe competia e demitiu o assessor.

john

Tudo bons rapazes.

Ou seja: a diferença entre a JS e a JSD é apenas a iniciativa. A primeira começa a pancadaria após receber ordens nesse sentido; a segunda, nem espera pelas ordens. Era juntá-las no mesmo ringue, a ver se a malta animava.

john

18.9.09

O pântano.

O problema do pântano a que, por carinho ou força do hábito, continuamos a chamar de Portugal e que já nem no futebol nos dá alegrias, é que todos os escândalos e todas as subsequentes investigações acabam por resultar em coisa nenhuma. Dito de outra forma, continuamos todos, com cada vez mais frequência, a ouvir falar das negociatas obscuras dos tempos de Macau, sem saber o que se passou, com quem se passou, e quem ardeu no processo. Tal como continuaremos sem saber ao certo se o escândalo da Casa Pia foi, de facto, um escândalo de pedofilia que envolveu todas aquelas figuras públicas ou apenas um complot obscuro. A dissolução da Assembleia da República por Jorge Sampaio foi rodeada de demasiadas coincidências que, à época, não incomodaram ninguém, e das quais hoje já ninguém se lembra. Os terrenos pantanosos do Freeport continuarão a ser pantanosos, com mais filhos de tio implicados ou menos polícias britânicos a chafurdar - é irrelevante. Tal como nunca se saberá ao certo o que levava a mala de António Preto, ou se os votos nas eleições do PSD foram realmente comprados. Ou se José Sócrates foi realmente favorecido na licenciatura. Ou o que Paulo Portas fotocopiou com afinco na sua última noite como Ministro da Defesa. O que se sabe é que todas estas histórias - e tantas, tantas outras - carecem de rigor enquanto se embebedam com especulação. O cidadão comum, mais ou menos esclarecido ou letrado - pormenor irrelevante aqui - faz os seus próprios julgamentos, mais ou menos sumários, e conclui que isto é tudo uma choldra. Um pântano, como dizia o bom Guterres, naquele que terá sido o seu único assomo de lucidez em seis anos de governação. Um verdadeiro pântano: lama, água estagnada e fedorenta, vegetação decrépita, nuvens de insectos à procura do sangue dos incautos. Não conhecemos o significado de "responsabilidade". "Mérito" é um conceito igualmente obscuro, apesar de haver agora um proto-partido que até inclui a palavra no seu nome. A "dignidade", essa, naufragou há muito. Se num assombro todos os casos acima citados - e os outros - fossem resolvidos, não ficava pedra sobre pedra neste país. Teríamos de fazer como aquele rei do inigualável Monty Python and the Holy Grail: construir castelo atrás de castelo no pântano, até que haja um que não se afunde, suportado pelas fundações submersas dos outros todos. E daí, talvez seja mesmo essa a solução. Como as coisas estão, é isso ou ir bugiar para tão longe quanto possível.

john

Ontem enganei-me,

17.9.09

Diria que a Juventude Socialista foi promovida...

... a corpo de intervenção do admirável líder*. Também não servia para muito mais, pois não? Para além dos cartazes ridículos a apregoar o "direito ao TGV", claro. Que no dia 27 pelas oito da noite vão todos abaixo - jovens e menos jovens -, é o que é preciso*.

john

*expressão adequadamente cunhada por João Gonçalves.
** o conceito de "juventude partidária" - qualquer uma - seria interessante se incluísse realmente jovens que dedicassem o seu tempo a pensar pelas suas cabecinhas. A imagem que tenho - certa ou errada, é o que há - é que são a antecâmara da distribuição de tachos e do carneirismo partidário.

Andava há anos para elogiar alfarrabistas, e finalmente posso fazê-lo:

Abençoado o alfarrabista da Rua do Alecrim, que pela módica quantia de dez euros (10), me vendeu os três volumes de O Senhor dos Anéis de uma edição inglesa de 2001 em paperback. E que, quando perguntei se aceitava multibanco para o pagamento, me disse "não, mas pode levar e pagar noutro dia: não seria o primeiro, e nunca tive problemas". Senti-me noutro tempo, juro.

john

15.9.09

The Daily Gato Fedorento Esmiúça Os Sufrágios Show





fs

A campanha eleitoral arrancou hoje.

Juro - por todos os santinhos e mais alguns - que pensava que a campanha eleitoral já tinha começado há imenso tempo.

john

Não estar para se chatear*

É o espírito português. Assiti a isso há tempos, após uma cena inqualificável de atendimento no Pingo Doce. Eu e um senhor barafustámos com a gerente da loja. Eu pedi o livro de reclamações. O senhor foi-se embora a barafustar. As pessoas não estão para se chatear com nada. Muito menos com algo tão etéreo e inútil nos dias que correm como valores, ou convicções. Judas, reza a lenda, vendeu-se por trinta moedas. Os portugueses vendem-se por muito menos.

Isto ocorreu-me a propósito de uma conversa com uma colega de trabalho, que a esta hora, para além de me odiar deve achar que eu sou um lunático idealista. É para o lado em que durmo melhor. Simplesmente não posso concordar com alguém que considera não só normal como também correcto que uma pessoa venda as suas convicções a troco de coisa nenhuma. Que uma pessoa aceite ser humilhada e espezinhada por nada, apenas porque não pode perder aquele emprego ou sofrer aquela represália. O tempo, dir-me-ão, não se compadece dos idealistas. É provável. Mas vale a pena viver de outra forma?

*título inspirado neste post onde Helena Matos, mais uma vez, coloca o dedo em cheio na ferida.

john

14.9.09

Alguém me segure que me apetece matar, com requintes de malvadez, a imbecilidade cósmica que criou isto:

Allentejo? Allentejo?!? Mas a imbecilidade do ex-ministro das faenas, Manuel Pinho de seu nome, anda a fazer escola e a espalhar-se como a gripe suína? Allentejo? Esta merda vem de onde, é de algum curso de escrita criativa em inglês técnico, é? Desculpem a expressão, caros leitores, mas, foda-se, decerto compreenderão a fúria de um orgulhoso alentejano com esta... esta... coisa. Anos e anos de sestas à sombra de chaparros para isto? Querem ver que vou passar a ser allentejano? Se é para misturar com inglês (eu gosto muito da língua inglesa), então eu faço minhas as palavras de Alberto João Jardim e digo fuck them, os imbecis que tiveram esta ideia peregrina. E digo-vos, caros leitores, que a sorte deles é que eu não tenho licença de caça, ou pelo menos conhecimento para fazer um denial of service. Enfim, estou desolado com isto, é o que é. Há que abrir uma garrafa de um bom tinto alentejano esta noite pra afogar isto, que diabo.

john

Dá gosto

ler um artigo jornalístico interessante. Como este, sobre a morte anunciada das lâmpadas incandescentes.

john

O voto

É mais ou menos inevitável que, à semelhança do que aconteceu nas europeias, eu me abstenha nas legislativas. Gostaria de votar, sim, mas não me é de todo viável deslocar-me duas vezes em duas semanas à aldeia para votar. Prefiro, por isso, votar nas autárquicas, para ajudar a escolher o novo presidente da minha freguesia, e o novo executivo camarário. Dito de outra forma, correr com o Partido Socialista.

Amigos com sentido de humor apontam o meu dilema autárquico: eu, que por convicção não voto à esquerda, vejo-me obrigado em Odemira a escolher entre o PS e a CDU. Não deixa de ser irónico, concedo. É verdade que o Alentejo, tirando uma ou outra excepção, costuma ser irmãmente dividido entre comunistas e socialistas. A culpa não é de uns ou de outros - é, sim, dos partidos da dita "direita" (PSD e CDS) que não se esforçam muito para entrar no Alentejo, como se afinal o Mário Lino tivesse razão e aquilo fosse, de facto, um deserto. A verdade é que não me lembro da última vez em que a Câmara Municipal de Odemira teve um candidato de outro partido que não a CDU ou o PS. Não seria um caso perdido, ainda que provavelmente fosse necessária alguma persistência para vingar naquelas paragens. Mas convém lembrar que, nas eleições para as juntas de freguesia, o partido é irrelevante - conta, sim, a pessoa que dá a cara pela lista. É por isso que, para a aldeia, votarei CDU (penitencio-me depois, descansem). Para a Câmara, votarei também CDU - não por conhecer o candidato, que não conheço, mas porque o actual executivo (socialista) fez um trabalho miserável no concelho. Podia até dar exemplos, mas vou poupar os caros leitores a essa tragédia.

Caso votasse nas legislativas, votaria no PSD, como também fiz nas últimas eleições (sim, votei no Santana Lopes - na altura não conhecia Sócrates, mas a história da dissolução da Assembleia pareceu-me muito estranha. Vejo, hoje, que não me enganei). Gosto de Manuela Ferreira Leite, e do seu jeito desinteressado de candidatura. Gosto do facto de, volta e meia, dizer disparates - apesar de, diga-se de passagem, muitas das suas supostas "gafes" não serem mais do que óbvias e descaradas deturpações das suas afirmações (desde a famosa ideia da "suspensão da democracia", a ejaculação precoce dos comentadores de serviço, até ao orgasmo que foi esta última do TGV). Gosto sobretudo do facto de a senhora não ser feita de "plástico", como o nosso actual primeiro, que vive do soundbyte e para o soundbyte. Há coisas que poderiam ter sido evitadas? Sem dúvida. O caso da Madeira ou o caso das listas de deputados (apesar de, pessoalmente, achar que fez muito bem em não incluir Passos Coelho) são disso exemplos. Se bem que a Madeira seja um caso complexo, e, a meu ver, mais grave é a declaração de Sócrates quando diz que não morre de amores pela Madeira, como se aquela região portuguesa, e os seus habitantes, fossem sinónimo de Alberto João Jardim.

Sei bem que tudo isto que disse é apenas uma opinião, e fácil de ser contestada. Ainda assim, podia perguntar-me: quero continuar a ser governado por powerpoints, por anúncios fantasiosos, por delírios de grandeza misturados com uma completa ignorância, e por pura propaganda? A resposta é negativa. Tal como não quero dar o meu voto à extrema-esquerda, ou a um partido que até tem boas ideias, mas um líder que não merece a minha confiança. É bom de ver nesta equação sobra apenas o PSD. É melhor ou pior? É diferente, pelo menos. Não que vá votar, infelizmente. Mas fica a minha intenção (que vale nada) e o meu desejo para a noite de 27 de Setembro.

john

13.9.09

God put a smile upon your face / Talk


fs

12.9.09

Del médico que no sabe más que Medicina, tem por cierto que ni Medicina sabe*

A História vive de remodelações, de arquivamentos e, não raras vezes, do modo oblíquo de tresler o que é dito e escrito. No debate José Sócrates vs Manuela Ferreira Leite, enquanto replicava as acusações de não perceber patavina de economia, o primeiro-ministro citou uma frase do conceituado médico Abel Salazar (1889 - 1946) que “aparece na Faculdade de Medicina do Porto e que diz: o médico que só sabe medicina, nunca será um bom médico”. De facto, o aforismo é ligeiramente diferente: “o médico que só sabe medicina, nem medicina sabe” e aparece no átrio de entrada do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, atrás do busto do egrégio cientista. O engraçado disto tudo é que a frase tem sido retirada, ao longo dos anos, a outro grande médico e filósofo espanhol, José de Letamendi (1828 – 1897). Ao que parece, Abel Salazar utilizava a referida citação como seu lema de trabalho – basta ler a sua biografia e constatar a sua personalidade multifacetada – e o tempo acabou por lhe atribuir (em larga escala, principalmente no nosso país) a autoria do pensamento, com a colaboração em geral das pessoas na linha do quem conta um conto acrescenta um ponto. Pelo menos é aquilo que é transmitido na cadeira de História da Medicina e que surge mais do que certamente no exame para tramar os mais distraídos, que os há.


*retirado integralmente do documento "Medicina na Beira Interior, da Pré-História ao Século XXI" de vários autores, dos cadernos de cultura da Universidade da Beira Interior. Ler, em especial, da página 57 à 59.




fs

11.9.09

Onze do nove.

Tinha acabado de chegar de Odemira, quarenta minutos de curva-e-contracurva no velho autocarro que todos os dias fazia aquele percurso duas vezes. Daquela vez, fiz a viagem de estômago vazio: não tinha ainda almoçado, esquivei-me ao almoço na vila para me poder deliciar em casa com as iguarias da minha mãe - que, diga-se de passagem, valem bem aguentar a viagem de barriga a roncar. Caminhava pela aldeia quando reparei que o café estava cheio de gente - uns sentados, outros de pé, mas todos a olhar atentamente para um qualquer ponto na parede. Para a televisão. Tinha fome, mas a curiosidade venceu aquela batalha: entrei no café e olhei para a televisão, como toda a gente.

Imagens da SIC Notícias em directo, gentilmente cedidas pela CNN. Dois edifícios altos, muito altos, um deles a vomitar fumo negro, muito negro. Aproximei-me do balcão e perguntei o que se passava. O N., dono do café, responde-me "um avião chocou com uma das torres gémeas. Em Nova Iorque".

Confesso: nunca tinha reparado nas torres gémeas. Parece estranho, mas é verdade - eu, aos dezasseis anos, nunca tinha reparado nos edifícios que, soube na hora, tinham o nome de World Trade Center. Conhecia, claro, a Estátua da Liberdade, o Empire State Building, e mais alguns pontos emblemáticos da cidade. Mas nunca tinha reparado naqueles dois arranha-céus. Reparei naquele momento, e, esquecido das reclamações do estômago, fiquei no café a olhar para o pequeno ecrã. Os restantes clientes comentavam o acontecimento em voz baixa. "Um acidente terrível, o avião despenhou-se", diziam uns. Os restantes concordavam. Ninguém imaginava que uma tragédia daquela dimensão pudesse ser intencional.

Até que se vê um avião entrar no ecrã, muito rapidamente - e, tão rapidamente como entrou, desapareceu, consumido numa violenta explosão contra a outra torre. Os clientes do café soltaram um solene "foda-se", que se fez ouvir como um eco. Acabaram-se as dúvidas. Ali, naquele café perdido na não menos perdida aldeia de Sabóia, toda a gente que estava naquele café percebeu: o horror que viam pela televisão não era um acidente. Era intencional.

Fiquei no café durante algum tempo a conversar com as pessoas, a tentar perceber as imagens que tínhamos acabado de ver. Não fora um acidente: dois aviões tinham colidido, num curto espaço de tempo, contra aqueles dois edifícios de Nova Iorque. Mas quem, perguntávamos nós, a acompanhar a História em directo a partir daquela televisão de um café alentejano, quem poderia ter feito uma coisa daquelas? Quem poderia ter morto centenas de pessoas assim, de forma aparente simples mas que escondia uma tremenda complexidade, a complexidade necessária para desafiar a nação mais poderosa do mundo? Não tínhamos resposta. Discutíamos por discutir, como se as palavras nos alheassem dos dois horrores que a televisão nos trazia: o horror das mortes naquele atentado, e o horror de uma mente humana capaz de conceber um acto tão hediondo.

Saí e fui para casa. Não fui almoçar, como era inicialmente o meu plano: entrei, fui para o meu quarto e liguei a televisão. Continuei a acompanhar a emissão. A minha mãe entrou no quarto, perguntou-me se não tinha fome. Disse-lhe que sim, apontei para a televisão, para a nuvem de fumo que saía copiosamente das torres gémeas. Ficámos os dois a ver - num silêncio a espaços interrompido por uma pergunta, por uma explicação fútil. Disse a minha mãe a dada altura que os prédios deviam cair. Respondi-lhe que achava improvável, e expliquei: ambas colisões tinham ocorridos em pontos elevados dos edifícios, que, de resto, eram certamente muito sólidos; dificilmente cairiam, apesar de - lembro-me de ter pensado isto - o incêndio vir a ser muito difícil de apagar. Acabo de dizer isto e uma das torres, a segunda a ser atingida, desabou como um castelo de cartas, o seu topo fumegante a devorar tudo à sua passagem e a consumir Nova Iorque com uma nuvem de fumo e poeira. Imaginei as pessoas no café a soltarem um segundo "foda-se". A segunda torre desabou pouco tempo depois, de forma idêntica. Para quem quer que se encontrasse ainda com vida nos edifícios, não havia esperança.

Oito anos passaram e ainda ninguém esqueceu. Cedo se desenvolveram as teorias da conspiração, inúmeras, todas baseadas em evanescentes factos. Não acredito em nenhuma delas: vi o ódio visceral dos inimigos dos Estados Unidos a celebrarem a morte de quase três mil pessoas inocentes nas ruas das suas cidades, como se fosse a festa do padroeiro local. Alguns amigos chamar-me-iam de ingénuo, mas arrisco: com todos os defeitos que os americanos têm, nunca trairiam o seu povo e os seus valores daquela maneira. O responsável por os atentados, a mente distorcida que pode conceber aquele inferno, continuou livre, apesar dos esforços para o capturar. Haja justiça, e a saúde tê-lo-á traído entretanto. Como foram traídas todas as pessoas que perderam a vida de forma tão estúpida naquela manhã de Setembro.

john

É mudar-se para a Buraca, meu caro.

Avanços?

Para além de não estar disposto a contribuir com os meus impostos para as "experiências cosmopolitas" de outros, continuo a achar, ao contrário do Tiago, que o TGV é um erro. Não se trata de fazer já ou depois - trata-se de não o fazer de todo. Não me venham com merdas: um país que tem vindo a desmantelar alegremente a sua rede ferroviária quer agora ter um comboio de alta velocidade?

john

10.9.09

Boas notícias, para variar:


Porém, não será Peter Jackson o realizador a cargo de transpor O Hobbit para o cinema. O que não deixa de ser uma pena, pois o seu trabalho com a trilogia foi a todos os níveis notável. Em O Hobbit, Jackson terá o papel de produtor, sendo Guillermo del Toro (de O Labirinto de Fauno) o realizador.

Tudo aponta para que a rodagem dos filmes - pois O Hobbit será adaptado em dois filmes, o que me parece simultameamente sensato e arriscado - arranque no início de 2010, para a estreia do primeiro filme em 2011. Resta saber se a equipa da New Line vai voltar para a Nova Zelândia, e se Ian Holm* e Ian McKellen irão dar continuidade ao seu (excelente) trabalho em O Senhor dos Anéis e interpretar, respectivamente, os papéis do protagonista Bilbo Baggins e de Gandalf the Grey. Esperemos que sim. Após a trilogia, não faria sentido ver outros actores a encarnar ambas as personagens. Sobretudo no caso de Bilbo, já que o hobbit é o protagonista desta história, que serve de prequela a A Irmandade do Anel e conta como Bilbo saiu do Shire com uma companhia de Anões para roubar um tesouro a um dragão - e como, aquando da passagem pelas Montanhas Nebulosas, Bilbo encontrou o Anel. É esperar para ver.

*Na foto, Ian Holm no papel de Bilbo Baggins, numa cena da trilogia O Senhor dos Anéis que mostra o hobbit a encontrar o Anel na gruta de Gollum. A cena é, na verdade uma analepse, pois o achamento do anel dá-se na narrativa de O Hobbit - e será uma cena que certamente veremos no filme.


Adenda: Como é evidente, basear-me nos media portugueses para notícias desta natureza é um erro. Uma rápida pesquisa permite-nos saber que os "valores não divulgados" que a família Tolkien terá recebido pelos direitos das obras de Tolkien rondam os 150 milhões de dólares (só a trilogia O Senhor dos Anéis rendeu um total de cinco mil milhões), mas isso interessa pouco ou nada. Mais interessante é o seguinte:

1) Confirma-se a rodagem de O Hobbit na Nova Zelândia.

2) Não se sabe se Holm irá assumir o papel de Bilbo, dado que o actor britânico já conta com setenta e oito anos, e se é verdade que a maquilhagem permite muitos truques, ela ainda não devolve a genica às pernas. É por isso de esperar vermos outro actor no papel de Bilbo - o que será compreensível, mas não deixará de ser uma pena.

3) Mais incerta ainda será a participação de Viggo Mortensen no papel de Aragorn. O actor tem vindo a acusar cansaço com as constantes viagens a que a rodagem dos seus filmes o obriga. Questões de saúde, portanto. Mas se é difícil imaginar "outro Bilbo", mais difícil ainda será imaginar "outro Aragorn".

4) Um fã (odeio a palavra) de Tolkien que leia isto pensará: "Aragorn? Mas que raio, o Aragorn não entra n'O Hobbit". De facto, não entra, e mais uma vez o Público deu a notícia pela metade. Dos dois filmes realizados por Del Toro, apenas o primeiro será a adaptação de O Hobbit. O segundo, ao que parece, será baseado em rascunhos deixados por Tolkien e contará os acontecimentos que se situam entre O Hobbit e A Irmandade do Anel. Há muita coisa que poderia ser contada aqui. Veremos qual será o fio condutor.

john

8.9.09

Não resisto:


Disclaimer: Não tenciono de forma alguma comparar José Sócrates a Hitler. Este vídeo - um excerto do excelente filme "A Queda" - já se tornou num meme da Internet, e tem sido usado como base para as mais hilariantes legendagens. Para quem não conheça, recomendo procurarem aquela em que o Hitler reage à morte do Michael Jackson, ou à resignação de Sarah Palin. De resto, achei demasiado divertido para não divulgar.

john

7.9.09

espelhos e reflexos #27

Na paragem de autocarro em frente do Hospital de Santo António, uma criança rezingona - um menino em altos brados - provocava na mãe, que lhe dava a mão, a maior das vergonhas aparentes. É o normal: inquietam-se com muita facilidade, não porque são menos resistentes, mas porque não sabem ainda camuflar aborrecimentos e tédios, não usam artimanhas ou esquemas para disfarçar para os outros que está tudo bem (a não ser em proveito próprio, que essa estirpe existe já com um sentido de gestão emocional dos pais de grande calibre). É uma virtude que, fora alguns casos futuros, não se deveria esmorecer.
Como a criança não acalmava e, tendo em conta o repúdio dos olhares pelo amordaçar da pequenada, a mão enveredou pela valente bofetada na bochecha, acção há muito aceite como lugar-comum. Mulheres enrugadas e outras viçosas acenavam afirmativamente. “Há males que vêm por bem. Ajuda a crescer”, dizia uma senhora inchada. A criança rebentou numa explosão de choro, daqueles incomodativos de tão estridentes. Um saudoso professor de filosofia, se presente, manifestaria a sua desilusão pelo insistente desvio do correcto sítio destinado para endireitar o comportamento ruim: o rabo. “A estrutura anatómica concebida para, entre outras coisas, receber o castigo parental”, diria, ajeitando a gravata.
No cruzamento de memórias espiraladas, assomou novamente a criança à visão. Não havia lugar para mais choro. Chegou o autocarro em que entrou ordeiramente com a mãe e, pouco antes do veículo arrancar, já distribuía sorrisos e caretas à progenitora de cara terna.
O esquecimento é, de quando em vez, uma boa virtude também.



fs

Labels:

6.9.09

La Blogothèque #3

5.9.09

As bandeiras dos nossos regimes

Li, através do Estado Sentido, que a bandeira monárquica foi hasteada, desta vez, na Câmara do Porto. Se a moda pega à maneira entusiástica de Scolari-euro2004-caravaggio, com o devido apoio do Modelo/Continente, ainda vamos mas é levar com uma conturbada luta pela mudança de paradigma nas janelas e varandas das casas portuguesas.



fs

3.9.09

A lama.

Ocorreu-me isto durante o episódio "Marinho Pinho", que gerou um bom debate aqui no Jardim (porventura o nosso melhor debate até agora) e muitas discussões curiosas com amigos meus. E digo "curiosas" porque me surpreendeu ver amigos meus, gente, como se costuma dizer, "com dois dedos de testa", formada e supostamente pensante, a verberar contra Manuela Moura Guedes e a esquecer por completo o que representa a "liberdade de expressão". Os comentários a este post no Delito de Opinião trouxeram-me isto novamente à memória.

Manuela Moura Guedes, goste-se ou não do tom, da postura, ou dos temas que decide investigar e divulgar, é jornalista. E faz aquilo que um jornalista tem de fazer: investigar, divulgar, não ceder a pressões, avançar contra tudo e contra todos. O Watergate, exemplo clássico que é estudado em qualquer curso de jornalismo, não se fez com salamaleques. Anda Manuela Moura Guedes a chafurdar no passado de José Sócrates - sobretudo no caso Freeport - há muito tempo? Sem dúvida. Mas só porque há lama onde chafurdar. Muita lama. E não é importante esclarecer o caso? José Sócrates, torno a dizer, seria o principal interessado em limpar o seu nome, e como tal devia ter adoptado outra postura: defendendo a sua inocência, e tomando ele mesmo a iniciativa de esclarecer com o Ministério Público todo aquele novelo. Não o fez; clamou por campanhas negras, atirou lama para a ventoinha. Não se queixe de haver quem decida que o engenheiro não é intocável, e vá chafurdar.

Outro comentário interessante é aquele que afirma "o Jornal Nacional era uma vergonha, já devia ter acabado há muito tempo". Tenho amigos, que naturalmente respeito, a defenderem isto como se o cérebro tivesse metido baixa. O Jornal Nacional era, tanto quanto sei, o noticiário mais visto em Portugal. Isto por si só não atesta a sua qualidade, naturalmente, mas atesta um pormenor interessante: as pessoas viam o Jornal Nacional porque queriam ver. Tinham várias possibilidades por onde escolher, e escolhiam aquele. Em liberdade. Ouvir pessoas que respeito dizerem que aquele noticiário já devia ter acabado é ver essas pessoas a não darem valor rigorosamente nenhum à liberdade de expressão e à liberdade de escolha das pessoas. E esquecerem-se de que, a haver aquele noticiário, quem não gosta pode muito bem ver a SIC, a RTP 1 e 2, ou um dos canais do cabo. Mas acabar com aquele espaço tira a opção de assistir a quem gosta de assistir. E isso, desculpem, é inadmissível.

De resto, se houve no Jornal Nacional factos inventados, acusações sem fundamento, difamação ou manipulação de provas, então que esses casos sigam o caminho que devem seguir: o dos tribunais. Servem para isso mesmo. Curiosamente, nenhuma das peças transmitidas foi desmentida, nem processo algum surgiu por causa delas. Apenas houve perseguição, dedinhos em riste, epítetos de sarjeta. Só isto devia dar que pensar.

john

Prioridades

José Sócrates já se pronunciou sobre o caso do dia: O primeiro-ministro entende que a Media Capital "tem o dever de apresentar as razões" do fim do serviço noticioso Jornal Nacional de Sexta. Mas porque acha Sócrates que a Media Capital, uma empresa privada, tem a obrigação de apresentar as razões que terão orientado uma decisão interna? Estará preocupado com a liberdade de expressão?

"Não quero [José Sócrates] que o meu partido seja prejudicado por uma decisão da empresa", justificou, acrescentando que espera que o PS "não seja penalizado nas urnas" nas eleições legislativas de 27 de Setembro.

Naturalmente. A liberdade de expressão, para o nosso primeiro-ministro e em bom português, que se foda. Ser prejudicado nas eleições é que não pode ser. Belas prioridades.

john

Nota: a cereja sobre o bolo é a ERC decidir "averiguar" o que se passou. A mesma ERC que andava muito preocupada com o conteúdo dos Jornal Nacional das sextas-feiras. O senhor Azeredo y sus muchachos podiam muito bem poupar dinheiro do erário público nas investigações e apresentar a conclusão logo.

Teletexto


O teletexto da RTP já encontrou o seu tamiflu: chama-se Manuela.

Manuela - 11 , H1N1 - 1


fs

O timing*

O primeiro-ministro (e o governo) pode até nem ter nada que ver com isto. Do ponto de vista da opinião pública, houve dedo socrático. Há um passado de hostilidade - o debate entre Portas e Sócrates foi transmitido pela TVI, mas não decorreu na TVI, pois o primeiro-ministro exigiu "terreno neutro". Claro, também haverá quem fique contente - quem não gostava de Manuela Moura Guedes, e não consegue compreender o conceito de "liberdade de expressão". Ou o conceito de "mudar de canal" (Marinho Pinto já irá a esta hora na segunda garrafa de champagne). Mas para as pessoas que faziam do Jornal Nacional o programa de informação com maior audiência, houve influência do governo nesta decisão da Prisa. Até porque o argumento das "dificuldades económicas" não cola: não só a TVI é a televisão com maior audiência, como o Jornal Nacional era, ao que parece, um dos seus melhores produtos (do ponto de vista audiométrico). Prefiro pensar que não houve o tal dedo socrático - já sei que somos governados por imbecis, mas gostaria de pensar que esses imbecis não seriam burros a este ponto. Se a decisão foi meramente empresarial, então foi uma decisão absolutamente irresponsável. Em qualquer um dos cenários, o timing foi péssimo.

john

*post revisto, corrigido e aumentado.

A demagogia.

Não vi ontem o debate entre José Sócrates e Paulo Portas. A desvantagem de não ter televisão em casa é que perco estas coisas. Adiante. Leio pela blogosfera que, a dado momento do debate, creio que a propósito das políticas educativas e da possibilidade de os pais escolherem a escola dos filhos, José Sócrates diz a seguinte frase, que é todo um programa:

Liberdade de escolha é pura demagogia.

Felizmente, ainda me resta demagogia suficiente para jamais votar em alguém como José Sócrates. Quem considera a liberdade de escolha - a liberdade para escolher o que quer que seja - como "demagogia" não merece um voto que seja.

john

2.9.09

Do jornalismo desportivo:

Quem quiser que comente. A mim, perante uma coisa destas, o único comentário que me ocorreu foi "bela fotomontagem". E a sensação de que o Benfica acaba o campeonato em terceiro ou quarto.

john

Semelhanças

José Sócrates - S. L. Benfica,
Manuela Ferreira Leite - Vitória de Setúbal.

jtf

Da idade e do atraso (o meu, claro).

Pegando neste ponto da conferência de ontem, reparei hoje que a campanha do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de reduzir o preço dos passes para estudantes se alargou aos universitários. Ou seja, do básico à Universidade (isto inclui mestrado e doutoramento?) o Lisboa Viva passa a custar metade do preço. A isto juntam-se algumas ideias de Pedro Santana Lopes sobre bolsas de arrendamento para jovens e programas de arrendamento jovem como forma de revitalizar a cidade. Cheguei tarde, muito tarde: tudo isto teria sido excelente para mim há seis anos atrás, quando deixei a calma do meu Alentejo para vir estudar para Lisboa. Percebem agora porque digo que estou velho?

john

1.9.09

#BlogConf: Conclusões finais

O debate foi bom. Pedro Santana Lopes (e Manuel Falcão também, apesar de lhe terem sido colocadas poucas perguntas) não se esquivou a nenhuma resposta. Nem à "provocação monárquica".

E falando nisso: o Vasco Campilho não levou a bandeira monárquica. Ficou a faltar.

O João Gonçalves deixou uma hiperligação ao Jardim. Trocámos algumas impressões no final. Já com o João Villalobos, do Corta-Fitas (que foi o moderador do debate), comecei a conversar antes do início do debate. Ou antes, começou ele a falar comigo. Ao João e ao João, um abraço. Foi um prazer.

Também não apareceu o André Abrantes de Amaral, d'O Insurgente. Ainda não foi desta que troquei impressões sobre Ayn Rand com um dos insurgentes. Ficará para a próxima.

Creio - sem certezas - que não era o participante mais novo. Terei certamente sido um dos mais atabalhoados a falar. Fora isso, não me correu mal de todo.

Pedro Santana Lopes parece saber exactamente o que quer - e o que não quer - para Lisboa. Há ideias, não só sobre as necessidades da cidades, mas também sobre os projectos necessários para dar resposta a essas necessidades. Mais ainda: parece ter uma noção muito clara do que pode realmente ser feito. Isto, note-se, não é uma declaração de voto. Não sou eleitor por Lisboa. Aliás, nenhum dos micróbios é.

Em jeito de despedida, lamento não ter feito um apontamento sobre o Martinho da Arcada, como nos foi pedido. Mas não encontrei a minha caneta - que, diga-se, só reapareceu à porta de casa. Mas espero que sobreviva ao caos do Terreiro do Paço. E os pastéis de bacalhau são muito bons. Fora isso, espero que os leitores tenham gostado da emissão. Apresentar de ter assistido ao evento em nome do Jardim, os comentários foram todos da minha única e exclusiva responsabilidade - sobretudo os maus. A cobertura, porém, é nossa, do Jardim. A sua primeira de muitas, espero.

João, desculpa não ter colocado a pergunta sobre o preço da bebida no Lux. Terá porventura sido o grande tema a faltar no debate: a boémia. Para a próxima aparece - isto com transmissão em directo aqui teria sido ainda mais giro.

john

Fim de Emissão (II)

Com saudação ao Martinho da Arcada e aos bloggers. As conclusões - as minhas - serão feitas em casa.

john

Fim de emissão (I)

Ah, espera lá, vem o sonho: uma Lisboa como deve ser. João, devia ter colocado a tua pergunta sobre os copos do Lux.

john

O Campeonato das emissões:

O camarada João diz que a emissão em directo funciona. Assim sendo:

Santana Lopes - 1 , José Sócrates - 0.

john

#BlogConf #35

Volta a reabilitação, com representantes do StarTracker (percebi bem?). E a política de habitação social. E as iluminações de Natal (?). Sim, as iluminações de Natal. As do Festival dos Oceanos eram mais giras, digo eu. Mas voltemos ao debate: Santana Lopes deseja que os promotores se dediquem à reabilitação. E considera a situação dos bairros sociais "insustentável". Será quase "obsessivo" na alienação de fogos. Reabilitação, Restauro, Requalificação são prioridades.

johnBold

#BlogConf #34

O sonho, ao que parece, perdeu-se nas facturas.

john

#BlogConf #33

Isto ainda não é uma conclusão, calma: mas Santana Lopes também diz "Lesboa".

john

#BlogConf #32

Empurrar com a barriga pode ser bom? Fica a questão para os leitores.

john

#BlogConf #31

"O país vive em défice permanente. Lisboa também". Lisboa, como sempre, a ser um bom espelho do país. Ou um mau espelho - depende do ponto de vista.

john

#BlogConf #30

Santana Lopes diz que tem andado "a deslindar facturas". Não o invejo.

john

#BlogConf #29

Nuno Vitoriano, da Confraria Laranja, fala em meios para dinamizar a vida artistíca da cidade (animação no centro, até mais tarde). João Mota Lopes, também confrade, fala da estratégia da candidatura socialista de responsabilizar Santana Lopes pela dívida da autarquia, e pergunta-lhe "o que o leva a sonhar".

Para a animação, o candidato defende parcerias com privados para equipamento de espectáculos. Sobre as contas... é um tema demorado (diz o próprio), mas aqui vai: há dados incontornáveis sobre os montantes da dívida (561 milhões de euros?) em 2001, aquando da entrada de Santana Lopes para a câmara alfacinha. Isto, de repente, começa a meter demasiados milhões para as minhas contas, mas a coisa, nas minhas palavras, resume-se a isto: as contas da câmara precisavam de muitos jackpots do Euromilhões para serem salvas.

john

#BlogConf #28

Santana Lopes não se pronuncia sobre a possibilidade de António Costa vir a integrar um governo, caso o Partido Socialista vença as legislativas a 27 de Setembro. Mas já fala ao candidato socialista como o "primeiro vereador da oposição" a partir de 11 de Outubro.

john

#BlogConf #27

Mais algumas âncoras ao repovoamento: volta o Parque Mayer. Mais: Coliseu e zona envolvente, esplanadas da Avenida da Liberdade.

john

#BlogConf #26

João Gonçalves, do Portugal dos Pequeninos diz que a Baixa, a esta hora, "é um deserto", e torna a agarrar na minha questão do repovoamento da cidade. Santana Lopes fala em reabilitar (eco: reabilitar, reabilitar). Fala na lei das rendas - e relembra a lei das rendas do seu governo.

john

#BlogConf #25

Carlos Santos não apareceu. Santana Lopes tem pena de ele não estar aqui.

john

#BlogConf #24

Parece que as ligações projectadas para o metro correspondem ao programa de visita de um candidato à Câmara, diz Santana Lopes.

john

#BlogConf #23

Pedro Santana Lopes considera que sem a criação da Autoridade Metropolitana de Transportes, a extensão de linhas de metro e de outros transportes é irresponsável. O metro e a Carris não podem depender do governo central.

john

#BlogConf #22

Vasco Campilho lança o tema da mobilidade e dos transportes públicos da cidade. Mas primeiro a bandeira: Santana Lopes diz que ou o presidente da câmara ou o comandante da força de segurança deviam ter recebido pessoalmente a bandeira da cidade. Ena. Mas a malta do 31 da Armada não se safava.

john

#BlogConf #21

Agora é a vez do Vasco Campilho, do 31 da Armada. Não há bandeira monárquica na sua mesa. Estou desiludido.

john

#BlogConf #20

Pedro Santana Lopes aponta "contradições impressionantes" na "caldeirada" de António Costa, para pegar na expressão da Margarida Lopes.

john

#BlogConf #19

Margarida Lopes, do Psicolaranja, traz os contentores de Alcântara ao barulho. E fala no Zé.

Não é uma questão que ficará esquecida ou adormecida, a dos contentores. Não compreende como quem se preocupava com o trânsito do túnel do Marquês não se preocupa com o tráfego de camiões resultantes de um aumento do porto.

john

Nota:

As minhas fotos estão a ficar uma treta.

john

#BlogConf #18

João Ribeiro e Vítor Palmilha, do Câmara de Comuns. Ala esquerda e direita do blogue, respectivamente. O primeiro fala de um eventual projecto dos Jogos Olímpicos em 2020-2024 (isto é que é optimismo), e sobre as comemorações da república, já que a coligação inclui o PPM. O segundo pergunta a Manuel Falcão a aceitar o desafio de se candidatar a presidente da Assembleia Municipal.

Manuel Falcão cita Santana Lopes na questão dos consensos que devem ser gerados na Assembleia Municipal, e considera o convite "um desafio estimulante". Não quer que a assembleia seja "uma chatice".

Pedro Santana Lopes conta que fez, em tempos, o convite a Manuel Falcão para presidente do Instituto Português de Cinema durante uma entrevista. Desta vez, não houve entrevista. O PPM, ao que parece, não levantou questões sobre o centenário da república. Os Jogos Olímpicos... é popular dizer que sim, mas Santana Lopes diz que não. Não crê que o país, nessa altura, tenha condições de organizar um evento dessa dimensão sozinho.

john

Nota:

Faço as hiperligações mais tarde. Sou alentejano, afinal.

john

#BlogConf #17

Jovens, jovens, jovens. Bolsas de arrendamento. Espaços de estudo com bons serviços abertos de noite. Isto parece-me muito bem, e eu já não sou estudante.

john

#BlogConf #16

Ministro da Administração Interna, seja de que cor política for, tem de ser um aliado.

john

#BlogConf #15

Chegou por fim, com Francisco Castelo Branco do Olhar Direito, o tema da insegurança na cidade. Pedro Santana Lopes defende esquadras nas zonas mais problemáticas de Lisboa, e defende que a Polícia Municipal deve preocupar-se mais com o trânsito e com a segurança dos cidadãos, e menos em fiscalizar obras e comércio.

john

#BlogConf #14

Sobre a questão dos arguidos: deve mandar a consciência do arguido, e a presunção de inocência acima de tudo. Pedro Santana Lopes já foi arguido num processo, e considera que "atirar pedras" é de evitar. Mas parece que há um consenso entre os actuais líderes partidários sobre o tema. Falta sabermos qual é.

john

#BlogConf #13

Por outras palavras: os candidatos a Lisboa andam há muitos anos a virar frangos em Lisboa.

john

#BlogConf #12

Loja de Ideias: Qual o papel da Assembleia Municipal? Que propostas para as suas competências? Assembleia Municipal e Câmara Municipal com "cores políticas" diferentes revelou-se "preocupante". O sistema autárquico, diz o candidato, é um fórum privilegiado para a obtenção de consensos sobre a autarquia.

john

#BlogConf #11

João Gomes de Almeida, sobre as políticas cultura - e sobre o episódio da bandeira monárquica. Santana Lopes defende restauro - não reabilitação - de imóveis. Apoio a iniciativas e apostar em promoção. Dar continuidade a projectos deste e de anteriores executivos. Dar continuidade à reabilitação do Parque Mayer, com concurso de ideias para escolha de um projecto. Apoio às colectividades, manutenção da identidade cultural da cidade, apoio a formas mais genuínas e tradicionais de cultura da cidade.

A bandeira monárquica. Duas reacções, se lá estivesse: tirar o chapéu à ousadia dos monárquicos; mas se fosse presidente de câmara, também se zangaria. Alguém seria responsabilizado. Mas república é também tolerância.

john

#BlogConf #10

Legislativas terão influência, certamente. Não se sabe porém a configuração. "Depende de tanta coisa daqui até às legislativas". Santana Lopes pretende fazer campanha independentemente disso.

john

#BlogConf #9

Diogo Agostinho, do Campo de Santana, pergunta como é lidar com tantas freguesias e tantos interesses diferentes. Será este modo de organização o mais correcto? Deve haver uma estrutura intermédia entre a CML e as juntas de freguesia, defende Pedro Santana Lopes.

john

#BlogConf #8

Fazer aplicar a lei do ruído. É um tema sempre delicado.

john

#BlogConf #7

"Lisboa está sempre em obras". Diz Joaquim Jorge, do Clube de Pensadores. O que se pode fazer para evitar o ruído da vizinhança.

john

#BlogConf #6

Duarte Calvão, do Corta Fitas, pergunta onde estão os mercados ao ar livre. O candidato apoia os mercados, na defesa do comércio tradicional. Dá exemplos. Apoia tudo o que seja para despertar os sentimentos de identidade comunitária. "Venham sugestões e iniciativas". Prefere que sejam os comerciantes a terem a iniciativa.

john

#BlogConf #5

Para Pedro Santana Lopes, o Terreiro deve ver reposta a sua configuração, o seu desenho, a sua face, tal como existia. Subscreve a libertação das arcadas, a saída dos ministérios. Instalação de componente museológica. Unidade hoteleira é "controversa". Estacionamento em altura pode ser solução para a zona da Baixa, em edifícios de pouco interesse.

john

#BlogConf #4

Sobre o projecto do Terreiro do Paço: É uma questão de princípio. É um projecto onde Lisboa devia participar. Os lisboetas "vão vendo". É uma questão de bom senso, considerando tudo o que os lisboetas têm passado nesta zona. Quer que as pessoas possam respirar.

john

#BlogConf #3

Terceira travessia do Tejo? Não se sabe onde é. Pedro Santana Lopes quer apenas travessia ferroviária, pelo menos numa primeira fase. Não está excluída a possibilidade de um túnel. Mas neste momento, não considera nenhuma terceira travessia rodoviária essencial. Deverá estar dependente de um futuro aeroporto.

john

#BlogConf #2

Restauro ou reabilitação? A primeira pergunta fala de edifícios demolidos na Duque de Loulé, e noutros pontos da cidade (tema muito mencionado no Estado Sentido). Pedro Santana Lopes não crê que a solução seja manter fachadas e refazer o interior. Para o candidato, o verdadeiro restauro permite manter o conjunto. É necessária uma metodologia de trabalho quarteirão-a-quarteirão sempre que for possível.

john

#BlogConf #1

Vai começar. Isto seria o teste de som, se houvesse som neste blogue.

john

The New Beginning

Já não é necessária petição.

jtf