28.11.07

é o futebolês, estúpido!

e o futebolês tem estas coisas fantásticas. por exemplo, jesualdo ferreira tem esta pérola sobre o jogo - perdão, o massacre - de hoje:

eles não criaram ocasiões suficientes para justificar tantos golos.[sic]

deixem lá ver se percebo. uma equipa dá quatro a outra, e não criaram ocasiões suficientes para justificar quantos golos? au contraire: o liverpool (em português, "poça de fígado") criou as ocasiões suficientes para marcar quatro golos. e marcou. se o porto criou oportunidades para vinte (não vi o jogo), e apenas marcou uma.... o problema não é dos ingleses. digo eu, sei lá.

jc

não sei porquê.

mas, fónix, a rapaziada do marketing dos ctt é mesmo marota.

jc

disse um amigo:

"educação sexual é dizer 'obrigado' no fim". nem mais.

jc

27.11.07

um gajo estuda português durante 12 anos para isto:

que figura de estilo existe na frase "o problema não és tu, sou eu"? deve haver alguma, imagino.

jc

Microbisódio #5

26.11.07

vírus "hífenélico"

Penso que não seja nenhum exemplo para ninguém, muito menos ao nível de escrita, mas... Há erros que me tiram mesmo do sério! Trocas de acentos digamos que era das coisas mais comuns e viam-se em sítios até de "denominada" importância, como Ministérios e afins! "Ás" e não "Às" era um exemplo mesmo muito típico de ser visto... Ou então, bem que o Governo gostava de ter uns certos trunfos na manga...

Mas acentos à parte, desde há pouco tempo que um certo erro me faz particularmente confusão! E esse erro prende-se com o uso do hífen! Ora, agora toda a gente usa hífens para todo o lado... É gostas-te, mostras-te, levas-te, infernizas-te... Mas donde surgiu isto...? É que é como uma moda!! De início ainda pensava que era mais nas camadas muito mais jovens da sociedade portuguesa... Mas não... Proliferou-se como um vírus autêntico! Um vírus que não mata, mas que esfola bastante... Pelo menos para quem preza, um pouco que seja, a Língua Portuguesa...!

Eu que nem gosto assim muito do Diogo Infante, até que dou uma salva de palmas ou de seja lá o que for pelo seu programa sobre a Língua Portuguesa... Ao menos, por 30 minutos ainda se aprendem umas coisas jeitosas!

ff

23.11.07

estamos no bom caminho

através d'o insurgente, dei com este artigo, que mostra bem a esquizofrenia que a sociedade ocidental vive nos dias que correm. então não é que a rua sésamo (lembram-se?) é material hardcore, que traumatizou toda uma geração? meu deus. tenho vivido enganado.
e anda um gajo, digamos, como eu, preocupado com eventuais complexos de édipo mal resolvidos. tretas. foi a rua sésamo. é ao monstro das bolachas que devo este vício incuravel em bolachas. é na cave dessarumada do egas e do becas que está a origem do meu carácter desorganizado. é no poupas amarelo que reside a fonte das minhas alucinações e da minha paranóia. o meu pessimismo crónico e o meu carácter depressivo, quase suicida, são, afinal, um copycat do ferrão.
e pronto, nesta linha de raciocínio, creio que é a (na altura) virginal alexandra lencastre a responsável pelo meu ressabiamento.
e eu que pensava que com a rua sésamo apenas tinha aprendido a ler. sou mesmo ingénuo.
agora a sério. desligue-se a ironia (só não fui irónico na referência à alexandra, note-se). a rua sésamo, traumática? aquele que foi provavelmente o mais genial programa infantil de sempre é perigoso para as crianças? mas afinal que filhos andamos nós a criar? o mundo infantil de hoje, povoado de teletubbies (credo!), com parques infantis esterilizados onde é praticamente impossível uma criança esfolar um joelho (o que, como se sabe, é a principal causa de depressões na adolescência), vai acabar por parir uma geração de super-protegidos, que nunca apanhou chuva, nunca brincou na lama, nunca se sentiu ameaçado por coisa nenhuma, e que será absolutamente incapaz de superar seja que obstáculo for, ou de lutar pelo que quer que seja.
cá por mim, assim que receber o meu ordenado, vou comprar os dvds da rua sésamo. enquanto não tenho filhos, sempre posso ir recordando a minha infância.

jc

Perguntas, perguntas #1

Será que os responsáveis pelas escolhas num casting, como a Patrícia Vasconcelos, também são escolhidos por casting?

jtf

a minha proposta para as quotas de música portuguesa

ultimamente tem-se discutido na blogosfera lusa a questão das quotas de música portuguesa na rádio. parece que a coisa ronda os 25% - ou seja, em cada 100 músicas que uma rádio passa, 25 têm de ser portuguesas. não creio que a legislação - um verdadeiro disparate, enfim - seja específica ao ponto de não considerar as repetições. se assim fosse, não estaria já saturado de david fonseca ou de jorge palma (que, diga-se de passagem, tinha muito mais piada nos tempos de bebedeira).

ora, como colocar música pimba na radar ou na best rock me parece, a mim, um atentado gravíssimo à integridade dos tímpanos nacionais, e como já não há pachorra para palmas, fonsecas, pais e sardets, sugiro humildemente que em todas as rádios nacionais, da comercial à antena 2, da renascença à rádio fóia, as playlists incluam em cada hora 15 minutos certinhos com estes senhores:
e o resto, meus amigos, são novelas radiofónicas.

jc

22.11.07

Falar com imagens #1

















jtf

requinte mesmo a algumas léguas...

Depois de Indianos e Feunlianos, passo para uma coisa completamente diferente... Chocolates!
E não, não me refiro a chocolates belgas, caros companheiros de viagem... Mas a simples chocolates! Daqueles que compramos facilmente num café, numa máquina ou até mesmo ao virar da esquina... E a minha indignação prende-se com... o Kinder Bueno!

Pode parecer parvinho e demasiado fútil, mas decerto muitos também gostam muito do Bueno pelo sabor ou simplesmente porque "Bueno é bom"! Mas... têm realmente comido Kinder Bueno nesta época já natalícia...?

Ainda ontem comi 2 e não me sabe ao mesmo...! Será da Kinder ou será de mim...? Será que me tornei demasiado requintado...? Será que com chocolate podemos falar de requinte...? Digamos que em termos "achocolatados" não sou, de facto, muito esquisito! Ou será que falta uma Pessoa que induza esse requinte...? Decerto que é isso! Não que falte, mas apenas está um pouco longe...

Ricos chococcinos!

ff

21.11.07

economia da aldeia

na minha aldeia no alentejo, porém, não há restaurantes indianos. também já não existem tascas daquelas típicas, à antiga. existem, sim, vários cafés - muitos cafés, se pensarmos na dimensão da aldeia. ora, nesses cafés não faltam as minis, claro, a preços que oscilam entre os cinquenta e cinco e os setenta cêntimos (sendo o preço mais comum sessenta). também não falta o whisky - um novo fica em um euro, um euro e vinte e cinco; o velho, não passa dos dois com excepção do jack daniels, que sobe aos dois e meio. as casas são baratas, se pensarmos no preço das mais baratas casas da zona mais rasca de lisboa. poder-se-ia, portanto, viver lá muito bem. se houvesse emprego. ou serviços. ou transportes. ou espaços de entretenimento. ou, em termos gerais, alguma coisa para fazer, por mais estupidificante que pudesse ser.
jc

acho indecente...

... abrir um restaurante indiano no lugar de uma tasca, perto da minha casa aqui em lisboa. não que tenha alguma coisa contra indianos, restaurantes indianos ou comida indiana, nada disso. mas uma tasca é uma tasca: relativamente suja (passe o eufemismo), com clientes pitorescos, conversas delirantes sobre futebol ou sobre o "zé sócrates" entre desconhecidos, e pinga relativamente barata. era, nas minhas imediações, o único sítio onde podia saborear a boa da sagres mini (uma instituição no meu alentejo) ou um famous grouse por dois euros - sim, dois euros. agora, acabou o tempo do whisky a preço decente (para lisboa) e dos desaires do benfica ou do sporting ao sabor da cerveja para dar lugar às especiarias do oriente.
e a asae, entretanto, fechou a ginginha do rossio. se no lugar da célebre tasca abrir um restaurante chinês, prometo revolução armada em lisboa.
jc

19.11.07

Adenda à poeira

Não o referi no post original por puro esquecimento. É um pormenor importante que releva para a contextualização e grau de oportunidade do post anterior. É importante referir que eu próprio faço parte da supracitada FE-UNL.
Há muito que venho veiculando este escandaloso e obsceno novo-riquismo, que compete com a maior das piroseiras possíveis. Para os estranhos a este cosmos feunleniano, embuído das suas pitorescas mesquinhices, peço-vos que imaginem uma aula dada por um professor português, todos os alunos portugueses esbracejando inglês entre si. Não me chocaria se se hasteasse a bandeira inglesa na fachada da minha faculdade. Para todos os efeitos a língua oficial é a mesma. E houve uma Pessoa que me ensinou que a minha pátria é a minha língua.

Best regards,

jtf

mas também te digo uma coisa:

se nas reuniões do conselho científico da nova, os presentes tiverem o nível de inglês oral que tenho ouvido a sair da boca de muitos empresários, ministros e quejandos da nossa praça, então a coisa deve roçar o cómico. para dizer o mínimo.
jc

é a competência

joão,
o artigo que citaste (muito bom) foi mencionado em alguns blogues muito populares na nossa praça, tal como a situação da nova. mas não gerou polémica. vai gerar entre os alunos, quando for para a frente.
de resto, bolonha é o funeral anunciado do clássico ensino universitário - baseado na "transmissão de conhecimentos". hoje, o que importa aos tecnocratas é a "aquisição de competências". e por isso, transforma-se a universidade em politécnico. mantendo o nome, claro, porque o prestígio (não no sentido markliano do termo) ainda é uma coisa muito bonita. de resto, o que se fez foi uma redução - tornou-se a licenciatura num bacharelato de segunda categoria, e o mestrado passou a ser a licenciatura.
falta demolir o doutoramento, mas para lá devem caminhar. entretanto, cursos como o de filosofia torna-se irrelevantes. estudar para obter conhecimento? para - suprema blasfémia do eduquês - aprender? cruzes! vade retro, qu'é do demo!
não sei o que foi bolonha na tua universidade. na minha, a escola superior de comunicação social, foi essencialmente uma renovação cosmética. que por acaso, eliminou muita palha, sim senhor, mas que manteve os problemas fundamentais dos cursos, ou, pelo menos, do de jornalismo. agravados, claro, por estarem condensados em apenas três anos. nem vou falar dos mestrados - ouvi dizer que há imensa gente a reclamar, mas eu não me meti em tamanha alhada. gostaria de fazer um mestrado, sim, mas em algo que me acrescentasse alguma coisa a nível pessoal. sei lá, em literaturas modernas. ou em filosofia. jamais (ou jamé, como diz o nosso mui estimado mário lino) em jornalismo. qual é a utilidade?
joão campos

Novo-riquismo poeirento

Mestrado em inglês?*
Leio no último Expresso, de 10 de Novembro, que o ministro Mariano Gago, em encontro de professores, alunos, reitores e políticos de 27 Estados da União Europeia, realizado em Lisboa, terá proposto que o inglês se torne a língua oficial do segundo ciclo de estudos superiores segundo Bolonha, quer dizer do mestrado. Leio e não quero acreditar. Mas, a ser verdade, trata-se de algo de muito grave e chocante, que não pode ficar sem reparo.Não está em causa, evidentemente, a importância do inglês. O que está em causa é a tendência para uma visão monolítica e imperial da sua importância.Em primeiro lugar, aquela proposta contende com a própria ideia da Europa, assente na diversidade e na complementaridade de línguas e identidades nacionais. Não se vem mesmo defendendo que, para além da língua materna, os europeus deveriam conhecer duas, e não apenas uma, línguas estrangeiras?Em segundo lugar, no que toca a Portugal, não é a língua portuguesa a língua oficial da República, como prescreve o art. 11.º da Constituição? Então em universidades e institutos politécnicos portugueses pode haver, ou haver generalizadamente, ensino em língua diferente do português? Mesmo com a, aliás, desejável presença de maior número de professores e alunos vindos de outros países, não vai continuar a imensa maioria de professores e alunos a ser constituída por portugueses? Professores portugueses vão ensinar em inglês a alunos portugueses? Tal roça o mais cerrado novo-riquismo.Em terceiro lugar, não é o português a terceira ou a quarta língua europeia mais falada no mundo e a língua oficial de oito Estados, e, até 2049, de Macau? Como esquecer os laços com estes países, donde, justamente, vêm mais de 90 por centodos alunos estrangeiros que frequentam os mestrados em Portugal? E como esquecer os esforços de tantos e tantos professores que, com sacrifício, em África e em Timor, ensinam português?Em quarto lugar, justamente por a Europa se basear na diversidade e precisar da diversidade linguística para se distinguir, a mobilidade dos alunos, ao abrigo do Programa Erasmus Sócrates, tem estado sempre ligado à aprendizagem da língua do país de acolhimento como fonte de enriquecimento cultural e de compreensão entre os povos. E, assim, também deve ser com professores que não venham, simplesmente, fazer uma conferência. Estabelecer uma língua única no mestrado seria inverter completamente esta saudável linha orientadora.Em quinto lugar, o ensino em inglês, em determinados cursos seria de todo em todo, inapropriado. Basta pensar nos cursos de línguas clássicas e românicas ou de Filosofia. Basta pensar no curso de Direito, sabido como é serem muito diferentes os esquemas conceptuais e as terminologias do sistema jurídico continental ou romano-germânico e do sistema anglo-saxónico.Em sexto lugar, o mestrado, quando reduzido a dois semestres lectivos, está longe de se comparar com o mestrado científico introduzido entre nós - com êxito - desde 1980. Tendo passado a duração das licenciaturas a quatro ou a três anos, não é mais que um seu complemento. De resto, um pouco por toda a parte, já se vão reconhecendo os excessos e os malefícios trazidos por aplicações rígidas do processo de Bolonha.Em sétimo lugar, a eventual proposta em causa, naturalmente dirigida a Bruxelas e se aí acolhida pelos órgãos da União Europeia, incorreria no mesmo pesado erro de tantos regulamentos e directivas de cunho uniformizador, sem prévio debate democrático e de mera justificação tecnocrática. Essa ânsia de uniformização “legislativa” (que nem sequer Estados federais conhecem) representa um desvio ao rumo originário e original da integração europeia.
P.S. - Infelizmente, já há poucas coisas que me causam espanto. Ao que me disseram, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, as reuniões do conselho científico decorrem em inglês! Como é possível que um órgão administrativo de uma entidade pública portuguesa funcione sem ser em língua portuguesa?
*Jorge Miranda (Professor universitário, constitucionalista ) in Público.
Concordo com os 3968 caracteres deste artigo. Folgo em saber que alguém com voz pública pensa da mesma maneira como um palerma como eu.
P.S. 2 - Deve dizer-se, em abono do rigor, que a descoberta deste estonteante artigo é obra do nosso companheiro de blogue Filipe Roque. Os créditos são para ele.
jtf

a chuva e a toca

os carros em lisboa fazem-me lembrar o eustáquio, o nobre cágado que há anos guarda, com zelo, os canteiros de salsa, couves e tomates que a minha mãe mantém lá no quintal do alentejo. o eustáquio, como qualquer cágado do campo, hiberna. sabemos que está para se esconder algures quando, à visão da carninha crua na minha mão, dá corda às patas e foge para o outro lado do quintal. pouco depois, esconde-se - algures, nunca sabemos bem ao certo onde. mas é garantido: aos primeiros pingos de chuva, é ver o eustáquio sair do seu esconderijo, esticar a cabeça para fora da carapaça e andar às voltas pelo quintal, radiante com o clima que remete o resto da família para a toca.
isto para dizer que o trânsito em lisboa é, normalmente, uma merda, e quando chove, é uma merda ainda maior. lá está - como o eustáquio, também todos os carros desta cidade saem da toca aos primeiros borrifos dos céus.
e digam lá que eustáquio não é um nome com estilo para um cágado.
jc

16.11.07

Análise

Uma das maiores maravilhas que o Processo de Bolonha trouxe foi a mudança do nome de Análise Matemática I para Cálculo Diferencial e Integral I. A taxa de reprovação é a mesma e poucos são aqueles que percebem, mas é bem mais giro dizer: "Epá, não consegui fazer Cálculo!" É um nome muito mais digno, e além disso, admita-se, muito mais fofo.

F.S.

o mundo está louco

nada que não se soubesse já, claro. ainda assim, o casamento de um homem com um cão (uma cadela, vá) deve ser suficientemente bizzaro para surpreender até os mais cépticos. como eu.
e o nuno markl, a autoridade nacional para assuntos que envolvam humanos e canídeos, não diz nada sobre o assunto? 'tá mal, pá.

jc

15.11.07

Longe de Manaus

Hoje sentei-me num café incontestavelmente alfacinha. Mesas e cadeiras castanhas. E empregados falando alto, encadernados por camisas-brancas-de-empregado-de-mesa, com o nome do café bordado no peito. Príncipe-Real. Mais precisamente Jardim Botânico. Sentei-me na esperança medíocre de reproduzir condignamente o estereótipo do "Escritor". Em vão. Apenas escrevi dois poemas (sejamos simpáticos e chamar-lhe-emos assim). E li o capítulo 17 do Longe de Manaus. O café era bom.

jtf

novas oportunidades

estava a ver ali em baixo o pequeno disclaimer que informa "aqui diz-se piaçaba". ora bem, uma verdadeira dúvida existencial. os "piaçabas" fazem parte da nossa vida desde tenra idade, sendo uma companhia sempre presente nas horas solitárias que passamos sentadinhos na casa de banho. e não importa quão grande seja o "estrago" que façamos, estão sempre lá para resolver (são assim uma espécie de liedson do cagueiro, a bem dizer). só ainda não removem o cheiro, enfim, não se pode ter tudo. ora, sucede que com tantos anos de convívio, ainda não sabemos ao certo como se chama a camarada. piaçá? piaçaba? o ciberdúvidas diz-nos que ambos existem. ou seja, ficamos na mesma.
o que eu sei, sem qualquer dúvida, é como seria um daqueles belos cartazes da propaganda, perdão, do programa novas oportunidades do governo, se em vez de exibir figuras públicas mais ou menos desinteressantes, exibisse o velho e fiel piaçaba. na imagem, um piaçaba, em casa de banho infecta, após uma árdua jornada de trabalho. e como slogan, "esta é uma escova que não acabou os estudos".

jc

14.11.07

leitura recomendada

ainda que não sejam fumadores - é curioso como certas leis e regras sociais são capazes de gerar rituais alternativos. neste caso, é o smirting.
leiam este artigo para saber mais.
jc

diz que é a evolução da língua

não sei se o erro é meu, ou se há mais gente a partilhar desta angústia. mas sofro em silêncio em cada conferência a que vou, quando um orador se lembra de abrilhantar o discurso com o verbo "alavancar". é impressão minha, ou este termo é assim ligeiramente detestável?
jc

13.11.07

Microbisódio #4

12.11.07

a julgar pelos enfeites, já estamos no natal

alguém me ofereça uma caçadeira para abater a leopoldina, sff.

jc

10.11.07

private

Registei, com um agrado profundamente alarve, o facto de Susi Fadista apreciar Paul Auster. Nada que surpreenda por-aí-além. A dimensão do por-aí-além é discutível. No fundo, não desilude. Nem um(a) nem outro.

jtf

9.11.07

da persistência

o problema não é errar. errarmos. cometermos erros. esses, toda a gente fatalmente comete. não, o problema não é errar. é persistir no erro.
jc

magia redondante

Primeira incursão por aqui, tenho a honra de me apresentar e ser apresentado... Isto vai lá com o tempo...

Como entrar a matar fica sempre bem, aqui fica a história curiosa...

" A lápide de Harry Potter, um jovem que morreu em 1919, aos 23 anos, no Yorkshire, foi descoberta por um jardineiro no cemitério da Igreja de S. Lourenço, cujo pároco se chama... Richard Rowling. Este já garantiu nada ter a ver com a escritora J.K. Rowling, autora da série ‘Harry Potter’. "

Fonte: Correio da Manhã

Parece que sempre há magia... Li algo no CM!


ff (nada de pseudo-piadas sff...! :P)

Dicionário #2

Fica aqui, como auxiliar para alguém que tenha a intenção de visitar Lisboa pela primeira vez, uma lista de vocábulos no dialecto lisboeta.

Nota: a negrito apresenta-se o vocábulo em português padrão, em itálico o correspondente vocábulo no dialecto alfacinha.

vermelho - vermâlho__________ crescer - crecher
joelho - joâlho _______________seiscentos - seichentos
velho - vâlho________________ fascinante - fachinante
coelho - coâlho______________ excitação - chitação
piscina - pchina_____________disciplina - dichiplina

F.S.

7.11.07

Microbisódio #3

prazer eléctrico

considerando o caos que é o estacionamento em lisboa e a chico-espertice reinante entre os automobilistas, julgando que podem deixar os seus carros em qualquer lugar e de qualquer maneira (e, não raras vezes, obrigando os peões - como eu - a abandonar o passeio e seguir pelo asfalto), é sempre para mim um prazer ver um eléctrico levar um espelho na sua passagem.
jc

6.11.07

Desbloqueador

Sempre senti inveja daquelas pessoas que conseguem sair de situações embaraçosas de maneira airosa. Escadalosamente superior. Sempre que perguntam por B a A, sendo que A já não namora com B. Um clássico. Tão clássico como os Monty Phyton. Um manual de instruções para isto venderia seguramente mais do que o Equador. Chamar-lhe-emos um desbloqueador de inconveniências.

jtf

da paciência*

Apanho o autocarro 58 da Carris em Benfica, junto à universidade, com o intuito de regressar ao meu bunker. Vejo-o chegar, a expectativa e o desejo de me ir embora desvanece-se no ar como o fumo cinzento do seu escape à medida que o vejo aproximar-se do apeadeiro. Deixo de ver um autocarro; passo a ver uma lata de sardinhas amarela, gigante, com rodas. Suspiro e entro (Eufemismo: senti-me apertado). Dou graças a Deus pelos meus 185 centímetros de altura, que afastam o meu nariz da axila infecta de alguém. A cada paragem sai uma pessoa, entram quatro. Quando não mais (look at them... like flies to cow pies... é o pensamento triste que me atravessa a mente). A situação toca os limites do absurdo. Toda a gente a reclamar, a barafustar. Pára o autocarro, mais uma manada desenfreada que invade aquele espaço aos empurrões. O espaço desaparece, deixei de precisar de me segurar onde quer que fosse, uma vez que não havia para onde cair. Uma senhora, muito dona de si, num claro grito de ordem como se ali tivesse algum poder, querendo à força entrar num espaço que já ultrapassara a lotação esgotada havia muito, brada aos céus Furem! Furem!. Resposta categórica de outra senhora, evidentemente não menos iluminada: Ó minha senhora! Quem fura é o Black & Decker!. Gargalhada geral, resmungos irados entredentes, que a frontalidade há muito se perdeu. Olho a custo pela janela, ainda tanto caminho pela frente. Shakespeare podia ter alguma razão ao afirmar que a paciência é a mais nobre das virtudes. Mas Shakespeare nunca viajou com a Carris.
jc
*ou porque eu não resisto a re-editar um artigo já com quatro anos, publicado num dos meus primeiros blogues. a história é verídica, e pode acontecer noutro qualquer dia de chuva em lisboa

5.11.07

obrigado pela informação relativa ao fumo ali ao fundo da barra direita, joão. no entanto, quando a nova lei anti-fumo entrar em vigor em janeiro, temos de arranjar um espaço fechado e ventilado para mim neste blog, ou arriscamo-nos ao azar de ter a asae à perna (trocadilho fácil, eu sei, mas é segunda-feira).
jc

4.11.07

Viagens em ciclo

Os domingos já não têm o mesmo sabor, a mesma textura, o gosto em vivê-los não é o mesmo, transfiguraram-se, os verdes anos ficaram para trás, apenas as minha células de memória, em rasgos que me assomam, me revelam as telas desses domigos despreocupados, suaves, onde os lençóis quentes da manhã e os passeios da tarde me acomodavam, me completavam o ciclo biológico ou seja o que for que me regula e que cria a rotina essencial ao meu bem-estar.
Esses domingos (deverei continuar a chamá-los assim?) desvaneceram-se, agora são dias ocupados a fazer malas, a arrumar livros, a comprar bilhetes, em esquecimentos de última hora, em nostalgias que se entranham neste corpo albino. Daqui a escassas horas lá estarei com a cabeça encostada ao vidro da janela do autocarro, o ciclo de respirações incertas a embaciá-lo ( será que algum dia me habituarei a isto?) e a solidão que eu tanto estimo a atraiçoar-me, o silêncio outrora benevolente a incomodar-me, olho a mesma paisagem de sempre à medida que o autocarro voa para o seu destino e eu mexendo os lábios, falando baixinho só para eu ouvir:
- Para a semana voltarei.
F.S.

Micróbio Perdido #1

Trocamos e-mails. Na verdade, já não suportamos a tecnologia em frente dos olhos. Queria dizer-te que escrevesses em frente de mim, que escrevesses sonhos com a caneta da vida e no fim me pedisses baixinho para assinar o meu nome ao lado do teu.
Um dia digo-te. Um dia em que nos chamem parvos por sorrirmos no silêncio dos dias tristes. Um dia como hoje, quem sabe?
….arroba…hotmail…com. Sorrio. Nervosa? 1,2, já! Dizem que tudo começa agora. Sou uma voz. Uma voz perdida? E tu? Estás longe de te perder?

im

2.11.07

escola e fim de semana

ora bem. a escola secundária que frequentei, a dr. manuel candeias gonçalves, de odemira, ficou no lugar número 384 no afamado - e para muitos, malogrado - ranking das escolas recentemente publicado. considerando o corpo docente do meu tempo, que se mantém quase na íntegra, e as condições que a escola tenta proporcionar com os escassos recursos que dispõe e com as inevitáveis limitações geográficas (é o deserto, como diria o inenarrável mário lino), esta péssima classificação sabe-me ao topo da tabela. é que escola secundária não é apenas aulas, exames nacionais, laboratórios a brilhar e a expectativa de formar a elite deste pobre país. e se três anos de uma aprendizagem extraordinária, em termos escolares e pessoais (com os colegas mas, sobretudo, com os professores) se resumem a um lugar tão miserável, então eu vou ali e já venho.
e já que o menciono, este fim de semana parece-me tão bom como outro qualquer para visitar odemira. até segunda.
jc

1.11.07

uma pergunta importantíssima que só agora me lembrei de colocar:

neste blog pode-se fumar?

jc